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quinta-feira, 27 de maio de 2010

Palmeirense, o dever lhe chama

Se você é sócio não deixe de ir ao clube até sábado assinar a lista que pede o início imediato das obras da Arena.

E mesmo se você não for sócio, compareça ao portão da rua Turiaçu na segunda-feira (dia 31) a partir das 18 horas para participar da manifestação pró-Arena. Está marcada para essa segunda uma reunião extraordinária do Conselho Deliberativo na qual membros da oposição tentarão vetar o início das obras.

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Manifesto pró-Arena

Momento de Transformações

A história é marcada por momentos de grandes mudanças, seja nas sociedades, nos países, ou mesmo nas microestruturas. Acompanhando estas mudanças, em dois anos, o bom e velho estádio Palestra Itália, palco de tantas glórias e que mesmo nas derrotas intensificou a palestrinidade de milhões de palmeirenses, será transformado na primeira Arena multiuso do Brasil que atenderá a todas as exigências da FIFA.

Esse é um investimento alinhado com todos os padrões internacionais de excelência de negócios, que estenderá benfeitorias significativas ao clube social, proporcionando receitas adicionais à entidade, comodidade aos torcedores, opções ao associado e orgulho a todos os milhões de aficionados pelo Palmeiras.

Tudo perfeito, exceto para cerca de 120 sócios e conselheiros, que em lugar de formarem uma oposição construtiva, cobrando da atual situação melhorias contínuas para a Sociedade Esportiva Palmeiras, bem como auxiliando na resolução das dificuldades inerentes a um empreendimento deste porte, preferem contrariar a decisão da Assembléia dos Sócios, bem como decisão prévia do próprio Egrégio Conselho Deliberativo da Sociedade Esportiva Palmeiras, solicitando reunião extraordinária para “deliberar” sobre o tema.

Nosso patrimônio, que foi corajosamente protegido por nossos dirigentes da inescrupulosa oligarquia paulistana durante a segunda guerra mundial, quando tentaram nos tomar este mesmo estádio Palestra Itália, hoje vê a oportunidade de entrar para a modernidade ameaçada por um conflito interno implementado por recentes lideranças que insistem em priorizar interesses próprios em detrimento aos da Sociedade Esportiva Palmeiras. Não bastassem as batalhas burocráticas que retardaram significativamente o início das obras de construção da Arena e a realização de benfeitorias no clube, agora teremos que aguardar uma nova reunião do conselho para que “dúvidas” de última hora sejam sanadas. Não há motivos relevantes para tais questionamentos. As supostas dúvidas que esse grupo de sócios e conselheiros desejam tirar não possuem qualquer base técnica ou racional. Portanto, os mesmos parecem estar agindo motivados por interesses distintos daqueles da coletividade palmeirense.

É preciso deixar claro que, ao fazerem isto, estão colocando em risco um projeto que coloca a Sociedade Esportiva Palmeiras na vanguarda do futebol mundial e que trará melhorias estruturais a toda sede social do clube, proporcionando melhorias a todos os associados e usuários das instalações.

Qualquer adiamento agora pode gerar a oportunidade para que possam surgir entraves públicos, ou até mesmo que interesses privados e esportivos inviabilizem temporariamente a execução da obra, causando danos irreparáveis a toda coletividade palmeirense.

Nós, sócios e torcedores apaixonados pela Sociedade Esportiva Palmeiras, através desta, manifestamos o total apoio ao início imediato das obras de construção da Arena, e solicitamos que os cerca de 120 sócios e conselheiros venham TODOS a público e manifestem claramente os motivos e intenções que os levaram a solicitar informações adicionais sobre a construção da Arena Palestra Itália, retardando o início das obras.

Comunidade Palmeiras do Orkut
Cônsules do Palmeiras
Eternos Palestrinos
Famíglia Palestra
Fanfulla
Forza Palestra
Lanostracasa
Mondo Palmeiras
Ostentandosuafibra
POL – Palmeiras On Line
Pró-Palmeiras
PTD – Palmeiras Todo Dia,
Rádio Palmeiras – Uma Paixão Alviverde
3VV – Terceira Via Verdão
Verdazzo

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Adeus velho Palestra, bem-vinda Arena


E o Palmeiras se despediu do Palestra Itália em grande estilo, ganhando do Grêmio por 4 x 2. Infelizmente não pude estar lá. Senti muito. Assim como vou sentir muitas saudades desse estádio. E assim como vou me sentir muito feliz com a Arena.

O Palestra Itália é uma delícia de estádio e tenho grandes recordações de lá. Nem sempre jogos tão importantes, mas jogos que acabaram ficando memoráveis. Como um Palmeiras x Ponte Preta, à noite durante a semana nos anos 80, quando ganhamos com um gol aos 44 minutos se não me engano do Bizu. Ou aqueles jogos que eram realizados aos domingos de manhã, lá pelas 11h, quando eu era adolescente.

Jogos na arquibancada, jogos junto com "turma do amendoim", porque a minha mãe só quer ir lá no "cobertinho".

Quando não havia ainda o setor Visa eu adorava ir à noite caminhar pelas arquibancadas e ficar sentindo todas as emoções impregnadas naquele cimento.

É uma bela história a desse estádio e eu tenho uma enorme tendência a ser saudosista. Mas do mesmo jeito que fomos modernos ao construir um jardim suspenso, precisamos ser modernos agora com a Arena.

Que venha a nossa nova casa e que seja linda e que nos dê muitas alegrias. E que, mesmo com os lucros do "naming rights", mantenha o "Palestra Itália" em seu nome.

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Futebol de verdade na rua Javari

Sábado lindo de sol em São Paulo. Eu e meu marido vamos para a Mooca. Paramos na incrível Di Cunto para comer alguns salgados deliciosos. Mais alguns poucos quarteirões e estamos na rua Javari. Paramos a cerca de 50 metros da portão principal do estádio Conde Rodolfo Crespi. Detalhe: não havia nenhum flanelinha nas imediações para nos extorquir.


Sem enfrentar filas, confusões ou tumultos, compramos nossos ingressos e calmamente entramos neste templo do futebol. Afinal, foi aqui que Pelé marcou o gol mais bonito de sua carreira. E foi aqui que, uns 38 anos atrás, eu assisti à minha partida de futebol ao vivo: Juventus x Ferroviária.

O jogo deste sábado era válido pela Copa Paulista 2009: Juventus x São Bernardo FC.


O jogo foi movimentado. O Juventus foi para cima e no primeiro tempo fez 1 x 0 com o veteraníssimo Alex Alves, que, confesso, eu não havia reconhecido em campo. Ele aproveitou a sobra de uma cobrança de escanteio e marcou. No segundo tempo teve ainda mais um gol juventino numa jogada pelo meio e aos 44 minutos, numa belíssima cobrança de falta, o Moleque Travesso cravou 3 x 0 no placar.

Mas, para mim, isso não era o mais importante. O mais importante era estar no meio de uma torcida tão peculiar, uma torcida que raramente pode ver um jogo de seu time pela tv, que não está muito acostumada a comemorar títulos, mas que verdadeiramente adora seu time e seu clube.




Importante - delicioso! - foi poder comer os famosos e, realmente incríveis, canoli no intervalo do jogo.


Importante também a oportunidade de assistir a um jogo praticamente de dentro do gramado. (Juro que não usei zoom para fazer o vídeo.)


Na saída, fiquei na dúvida se a Kombi era do time ou da torcida...


Não sei como pude passar tanto tempo ser ir à rua Javari. Mas com certeza agora passarei a ser frequentadora assídua. Lá a gente até entende o movimento moquense que diz "ódio eterno ao futebol moderno".


sexta-feira, 31 de julho de 2009

Bastidores do Morumbi

Recebi este vídeo da minha amiga palmeirense Soraya Abud Miller e, apesar do viés bastante corintiano, está engraçado. Pena não ter créditos.


terça-feira, 7 de julho de 2009

Lula e o Corintians

Se a política interfere no futebol, vou deixar o futebol interferir na política e nunca mais voto num corintiano. Ontem, no programa "Bem, amigos", doSportv, Ronaldo afirmou que o presidente Lula está ajudando muito o Corinthians a construir o seu CT. Que o presidente tem indicado empresas que podem contribuir com esse projeto.

Ora, Lula, faça-me o favor! O país não tem problemas suficientes para o senhor se preocupar, né? Que postura democrática! Não é ajuda para o futebol brasileiro, mas sim para o seu time do coração. Por que o senhor não dá uma mãozinha no projeto da Arena Palestra Itália também? Ou para a reforma da Fonte Nova, estádio de propriedade do governo da Bahia, que não se ouve mais falar desde aquele desabamento da arquibancada em 2007 que matou sete pessoas.

Presidente corintiano nunca mais!

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Estádios

Em troca de e-mails futebolísticos com meu pai, surge uma informação interessantíssima sobre os estádios dos clubes paulistas no início dos anos 50. Conta o meu pai:

"Naquela época, os times da capital que disputavam a primeira divisão que tinham estádio próprio eram só o Palmeiras, com o Parque Antártica, o Juventus, com o Rodolfo Crespi, na Rua Javari e o Nacional, com o Nicolau Alayon, na rua Comendador Souza. O Ypiranga tinha um estadiozinho muito pequeno na rua Tabor, que só abrigava jogos muito pequenos. Os demais ele mandava no  Pacaembu, onde também o Corinthians e o São Paulo mandavam todos os seus jogos . O Comercial, que também não tinha estádio, era "inquilino" do Juventus ou do Nacional e a Portuguesa, que tampouco tinha estádio, mandava os jogos grandes no Pacaembu, e para os médios e pequenos, alugava o Parque Antártica ou o Nicolau Alayon.

O Corinthians tinha a Fazendinha, que mantém até hoje apenas para treinamentos.
O Sâo Paulo tinha o Canindé, que era apenas um campo de treinos, sem arquibancadas. Só virou estádio depois que o São Paulo vendeu a área para a Portuguesa que lá construiu inicialmente o antigo estádio de madeira, que tinha o apelido de Ilha da Madeira e, posteriormente, o estádio atual.
 
Os outros três times que disputavam o campeonato eram de Santos: o Santos, que já tinha o atual estádio Urbano Caldeira, na Vila Belmiro, a Portuguesa Santista, que já tinha também o Ulrico Mursa, e o Jabaquara, que não tinha estádio e mandava seus jogos no estádio do Santos."

Isso me faz pensar na atual discussão sobre a cessão do Pacaembu para o Corinthians. Por mais que meu amigo Vitor argumente - e olha que ele argumenta muito bem, por vezes quase me convence - não consigo achar que seja uma boa idéia. Talvez eu ainda seja uma romântica em tempos de futebol-comércio. Mas me pergunto se realmente todo clube precisa ter um estádio; se realmente o Palmeiras precisa construir aquela arena (ok, eu votei a favor, mas no fundo acho que foi mais ideologicamente que pela arena em si).

Eu acho deliciosa a idéia de ter um estádio que é de todos e não é de ninguém. Por que acabar com isso?

Será que não seria simpaticíssimo para o futebol se os clássicos fossem sempre disputados em campo neutro, no caso o Pacaembu? Será que o conceito de um campo neutro não ajudaria a amenizar os ânimos das gangues organizadas que frequentam os estádios? Será que com isso não começaríamos a mudar alguns valores para, um dia, voltarmos a assistir aos jogos lado a lado com o torcedor adversário?

Tá, eu sou mesmo romântica e saudosista (e com saudades de uma época que eu nem vivi). E não adianta me vir com números e explicações comerciais, eu vou exercer o meu direito de ser romântica e saudosista até o fim.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

O Pacaembu é patrimônio da cidade

Acabo de ler no UOL que o Corinthians volta à carga com a idéia de assumir o Pacaembu como seu estádio. O que assusta é que há pessoas na prefeitura favoráveis a esse absurdo. O estádio Paulo Machado de Carvalho é um patrimônio da cidade, não deve pertecer a clube algum. Lá está o Museu do Futebol, um verdadeiro templo de culto ao nosso esporte preferido, e que reafirma a vocação do estádio de ser a casa de todos e não de um só clube. 

Há também a parte das piscinas e de outros espaços esportivos que são usados pela comunidade. Eu mesma, na adolecência, cheguei a nadar na piscina do Pacaembu. 

O Corinthians precisa resolver seu problema de falta de estádio de outra maneira. Não pode tirar o Pacaembu dos paulistanos. Espero que o poder municipal tenha um mínimo de bom senso para coibir essa idiotice.