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sexta-feira, 21 de maio de 2010

Debate sobre torcidas organizadas

Recebi um convite para o 4º Debate Provocante da Trevisan, que terá como tema "Torcidas Organizadas no futebol: um bem para o espetáculo ou um mal para a sociedade?”.

Participam o Tenente-Coronel Marcos Cabral Marinho de Moura, da Federação Paulista de Futebol, como expositor do tema Danilo Zamboni, mediador de torcidas organizadas, como debatedor a favor Sérgio Ribas, Desembargador do Tribunal de Justiça de São Paulo, como debatedor contra e Fernando Trevisan, diretor geral da Trevisan Escola de Negócios, como mediador do debate.

O objetivo desse encontro é discutir a origem das torcidas organizadas no País, sua importância para o espetáculo do futebol nos estádios, sua representatividade na sociedade e a sua ligação com a violência social. Ele faz parte do projeto “O futebol e o impacto na vida social, econômica e cultural brasileira”, da Trevisan Socioambiental, tema que será trabalhado durante 2010.

O evento será no dia 25 de maio, a partir das 19h30, no campus da faculdade, na unidade de São Paulo que fica na Rua Bela Cintra, 934, Cerqueira Cesar.

As inscrições estão abertas e a entrada é franca, mas as vagas são limitadas. Inscrições: atendimento@trevisan.edu.br

Eu acho que não conseguirei ir, mas se for conto aqui depois como foi.

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Futebol de verdade na rua Javari

Sábado lindo de sol em São Paulo. Eu e meu marido vamos para a Mooca. Paramos na incrível Di Cunto para comer alguns salgados deliciosos. Mais alguns poucos quarteirões e estamos na rua Javari. Paramos a cerca de 50 metros da portão principal do estádio Conde Rodolfo Crespi. Detalhe: não havia nenhum flanelinha nas imediações para nos extorquir.


Sem enfrentar filas, confusões ou tumultos, compramos nossos ingressos e calmamente entramos neste templo do futebol. Afinal, foi aqui que Pelé marcou o gol mais bonito de sua carreira. E foi aqui que, uns 38 anos atrás, eu assisti à minha partida de futebol ao vivo: Juventus x Ferroviária.

O jogo deste sábado era válido pela Copa Paulista 2009: Juventus x São Bernardo FC.


O jogo foi movimentado. O Juventus foi para cima e no primeiro tempo fez 1 x 0 com o veteraníssimo Alex Alves, que, confesso, eu não havia reconhecido em campo. Ele aproveitou a sobra de uma cobrança de escanteio e marcou. No segundo tempo teve ainda mais um gol juventino numa jogada pelo meio e aos 44 minutos, numa belíssima cobrança de falta, o Moleque Travesso cravou 3 x 0 no placar.

Mas, para mim, isso não era o mais importante. O mais importante era estar no meio de uma torcida tão peculiar, uma torcida que raramente pode ver um jogo de seu time pela tv, que não está muito acostumada a comemorar títulos, mas que verdadeiramente adora seu time e seu clube.




Importante - delicioso! - foi poder comer os famosos e, realmente incríveis, canoli no intervalo do jogo.


Importante também a oportunidade de assistir a um jogo praticamente de dentro do gramado. (Juro que não usei zoom para fazer o vídeo.)


Na saída, fiquei na dúvida se a Kombi era do time ou da torcida...


Não sei como pude passar tanto tempo ser ir à rua Javari. Mas com certeza agora passarei a ser frequentadora assídua. Lá a gente até entende o movimento moquense que diz "ódio eterno ao futebol moderno".


quinta-feira, 18 de junho de 2009

Política em campo.

Na Copa de 98 dois jogos me levaram às lágrimas. O final, é claro, e Estados Unidos x Irã. Um pelo futebol, outro pelo simbolismo político.

No ano que vem terei chance de me emocionar assim (como no segundo caso!) novamente, já que ontem a Coréia do Norte se classificou e a Coréia do Sul já estava classificada. Vai que no sorteio caiam na mesma chave...

Jogos assim emocionam porque mostram o lado "edificante" do esporte. "Olha que bonito como em campo eles se enfrentam com fair-play, como os jogadores se cumprimentam". Muito bonito mesmo. E eu, bobona, me emociono mesmo.

Pena que quando temos um clássico regional qualquer o que vemos entre as torcidas é quase a mesma coisa que Israel e Palestina fazem no Oriente Médio.

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Bola prum lado, goleiro pro outro!

A Camila gentilmente me mandou o vídeo e vocês agora podem curtir a magistral cobrança de pênalti e a vibração da torcida do Boa no jogo Ituano X Ituiutaba.


terça-feira, 17 de junho de 2008

Juventino de verdade!

Outro dia, nem sei porque, o André Palugan comentou comigo que tem um amigo torcedor do Juventus. Como eu nunca conheci pessoalmente um torcedor do Juventus de verdade (não um simpatizante, mas torcedor mesmo), ele me apresentou o Luiz Pattoli, um jornalista de 30 anos muito simpático. Ainda não nos conhecemos pessoalmente, mas já combinamos de ir assistir a um jogo na rua Javari assim que o Juventus estiver em alguma competição e comer os famosos canolis.

Não resisti e fiz uma entrevista por e-mail com o Pattoli. Leia e descubra as emoções de ser um juventino de verdade.



Por que você escolheu o Juventus como time? É tradição de família?
Meu pai era vizinho do estádio, a casa que ele morou na infância/adolescência hoje é alojamento dos jogadores. Meu avô e meu pai trabalharam na indústria que montou o Juventus. Apesar de tudo isso, meu pai se dizia palmeirense. Ele nunca me forçou a torcer por um time de futebol, tanto que na infância eu gostava de outros times. Quando criança, eu frequentava o clube do Juventus e depois comecei a ir aos jogos. Foi no estádio que eu vi que era o Juventus que realmente me motivava.

Você é sócio do clube também? Como é a sua relação com o Juventus?
Como eu disse, quando eu era criança éramos sócio do clube. Depois, ficou um pouco longe da nossa casa e meu pai deixou de ser sócio. Mesmo assim, na adolescência eu ia ao clube com meus primos. Eu entrava com a carteirinha de um deles e para entrar na piscina, me molhava no chuveiro do vestiário, assim, o fiscal do exame-médico achava que já havia conferido minha matrícula. Eu também ia nos bailes de carnaval e fiquei muito feliz quando soube que a colação de grau da faculdade seria no Juventus. Ano passado me associei novamente.

Normalmente os torcedores se gozam entre si, fazem apostas, discutem o número de títulos, se aquele título mundial valeu mesmo ou não... Como é a sua relação com os seus amigos torcedores palmeirenses, corintianos e sãopaulinos?
A maioria acha bacana eu torcer por um time pequeno. Outros zoam numa boa o fato de termos títulos mais modestos que os times grandes.

E a fama de "moleque travesso"? O Juventus realmente apronta pra cima dos times ditos "grandes", Palmeiras, São Paulo e Corinthians, ou isso é lenda?
No último paulista, empatamos com o Corinthians e ganhamos do Santos, portanto, fizemos molecagem. De vez em quando o espírito do moleque-travesso baixa em campo e apronta uma dessas.

O Juventus é uma espécie de segundo time de todos os paulistanos. Como você vê isso?
Acho legal termos o respeito dos outros torcedores. Por outro lado, gostaria que houvesse mais gente que torcesse pro Juventus.

A Portuguesa é outro time que tem um pouco dessa característica de segundo time, de simpatia. Como é a relação entre Juventus e Lusa?
Meu pai dizia que os jogos contra a Portuguesa eram tensos, afinal, juntava os italianos e espanhóis contra os portugueses. Atualmente é mais tranquila, apesar de ser um grande rival. Tem gente que acha que o maior rival do Juventus é o Nacional, mas eu não concordo com isso.

Qual é a emoção de assistir a um jogo na rua Javari?
Não sei explicar. Para mim, é uma forma de lembrar do meu pai e de voltar no tempo. Apesar de todas as dificuldades do time, ver o Juventus jogar é sempre emocionante.

Qual foi a maior alegria que o Juventus lhe deu?
Poxa, já deu diversas. Mas no jogo do título da Copa Federação Paulista 2007 eu achei que ia enfartar de tanta emoção.

E a maior tristeza?
Esse sobe e desce para a primeira divisão cansa um pouco.

Quais são as maiores conquistas do Juventus?
Taça de Prata (série C) 1983

Paulista A2 - 2005

Copa FPF - 2007

Qual foi o melhor time do Juventus que você viu jogar?
Não sei se é o melhor, mas o de 2007 me deu orgulho.

Quem são os seus maiores ídolos juventinos?
Apesar de não ter visto jogar, Félix (que foi da seleção de 1970), Mão de Onça (o goleiro que levou o gol mais bonito do Pelé) e mais recentemente o Naves.

Neste ano o Juventus voltou para a série A1 do Paulistão, mas não fez uma boa campanha e acabou rebaixado (eu, pessoalmente, acho que o Juventus devia ter lugar cativo na série A1 do Paulistão). O que você espera do time para 2008 e 2009?
Eu espero que vença a Copa FPF 2008, avance na série C e que volte para a série A-1. Com isso, espero que o clube se organize e passe a pensar em títulos de maior expressão. Se isso não acontecer, continuaremos no alambrado apoiando o time - e reclamando da diretoria.

terça-feira, 29 de abril de 2008

Filas insanas

Ricardo Brito para o Terra

Hoje na hora do almoço achei que dentro do clube seria possível comprar ingressos para a final do Paulistão no domingo. Doce ilusão. Não era só lá fora que havia uma multidão, dentro também a fila era enorme. Perguntei a um senhor que estava lá pelo da fila a que horas ele tinha chegado. Ele respondeu que às 9h30. E eram 12h30. Ou seja, só consegue comprar ingressos para um jogo desses quem não trabalha. Apenas se dispôr a pagar absurdos R$ 120,00 por uma numerada coberta não adianta. É preciso ter um enorme tempo livre para guardar lugar na fila e ali ficar por horas e horas.

Esse fenômeno das filas por ingressos não se restringe ao futebol. Tem sido assim com shows também. Não vi o U2 no Morumbi por causa disso, assim como não verei essa final ao vivo. Isso não era assim. Era possível comprar ingresso para qualquer evento sem enfrentar filas insanas. Tanto que eu vi o Queen no Morumbi em 1981, o Palmeiras campeão brasileiro em 1993 no mesmo Morumbi e os Rollings Stones no Pacaembu em 1995 - para ficar nos mais importantes - sem enfrentar nada disso. Comprando normalmente os ingressos.

O que fez com que a situação piorasse tanto? Só o fato de ter mais gente na cidade? Ou a logística só fez piorar com a informatização? Não era pra ser mais fácil comprar um ingresso hoje que em 1981? Andamos para trás? Ficamos reféns dos cambistas (isso eu me recuso a fazer! não compro de cambista de jeito nenhum)? Como vai ser na Copa do Mundo? Alguém ainda tem a ilusão de que vai conseguir conseguir comprar normalmente, sem problemas, um ingresso para algum jogo da Copa?

É uma pena, mas o grandes eventos do futebol estão ficando impossíveis se serem vistos ao vivo.

Marcelo Ximenes/AE

segunda-feira, 28 de abril de 2008

Quero mais!

"Dá para sempre querer mais no futebol." O torcedor a gente sabe que pensa assim. Quer a vitória, mas não quer só a vitória, quer goleada, quer placar histórico e quer frango do goleiro adversário e quer drible desconcentrante, quer olé, não tem mesmo fim. Mas quem falou essa frase hoje não foi um torcedor, foi o Luxemburgo. Talvez isso explique porque ele é tão vencedor. Luxa, eu quero mais do que tivemos até agora! Eu quero os títulos!

terça-feira, 5 de fevereiro de 2008

Torcer no Carnaval

Em 2006 eu fui Vai-Vai. Em 2007 fiquei dividida entre a Águia de Ouro e a Mocidade Alegre. E neste ano quem me empolgou foi a Vila Maria e mais uma vez a Mocidade Alegre. Mas sabia que a Vai-Vai podia ser a campeã, com justiça, e tenho a maior simpatia também pela Pérola Negra. Calma, você não está no blog errado, nem eu. Já vamos chegar no futebol. Descobri que no carnaval eu não sou uma torcedora de uma escola, mas sim uma admiradora do espetáculo, que se deixa levar por quem mais empolgar. Ao constatar isso, fiquei pensando como seria curioso ter essa postura em relação ao futebol, não ter um time do coração, mas a cada campeonato se deixar levar por quem jogar mais bonito.

E isso me fez lembrar uma conversa por e-mail que tive recentemente com meu pai sobre a diferença entre o torcedor racional e o passional. Meu pai é mais racional que eu (ele é sãopaulino). Eu sou absolutamente passional. E gosto disso.

Sempre me perguntaram porque eu não trabalha com jornalismo esportivo, cobrindo futebol. E eu sempre expliquei que era porque eu queria ter o direito de ser sempre absolutamente passional. Por exemplo, aqui no blog eu me calo quando o Palmeiras começa dessa maneira medíocre o Paulistão, apesar dos reforços de Alex Mineiro, Élder Granja, Lenny e Diego Souza e da chegada do Luxemburgo. Pra mim por enquanto está tudo igual ao time com o Osmar ou qualquer outro desses atacantes inúteis que passaram pelo Palmeiras nos últimos tempos. Se não me engano, aquele Kahê também estreou no time fazendo dois gols. Onde está mesmo ele agora?

Por isso, neste carnaval fui sexta e sábado ao Sambódromo, curti todas as escolas que eu quis e mal olhei o resultado do futebol. Para poder torcer por esse espetáculo de um jeito diferente.

Desfile da Águia de Ouro


Tá bom, confesso, me recusei a cantar ou sambar com a Gaviões.