Hipocrisia nº 2 - A diretoria do Palmeiras orientou (eufemismo para mandou) os jogadores a não darem entrevistas criticando colegas. Recado claro para Marcos e Danilo. Quer dizer, então, que não pode ser sincero na entrevista? É pra fazer o repórter sair correndo atrás do jogador pra ouvir "nós fizemos o professor pediu, mas infelizmente não demos sorte hoje, mas se deus quiser no próximo jogo a gente consegue um resultado melhor"? Se é pra isso, melhor nem ter entrevista, né? A gente já conhece de cor e salteado todas as respostas-padrão.
Mostrando postagens com marcador Eliminatórias. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Eliminatórias. Mostrar todas as postagens
terça-feira, 24 de novembro de 2009
Hipocrisias
Hipocrisia nº 1 - Agora monsieur Henry vem dizer que realmente seria justa a realização de uma nova partida entre França e Irlanda, porque ele realmente pôs a mão na bola. Fácil falar agora que sabe que a Fifa não vai realizar outro jogo, né, Henry? Se é assim tão bonzinho e tão honestinho, por que não falou pro juiz na hora "olha, senhor, melhor não validar este gol porque eu dominei a bola com a mão e nem o senhor e nem o bandeirinha viram"?
Marcadores:
Eliminatórias,
Imprensa,
Jogadores,
Palmeiras
quarta-feira, 21 de novembro de 2007
Mais uma infeliz vitória que não convence
A comemoração do Dunga no segundo gol de Luis Fabiano contra o Uruguai agora há pouco no Morumbi diz muito sobre ele. Ele bateu violentamente na cobertura do banco de reservas. Uma comemoração que lembra seu gesto ao erguer a taça em 94: agressiva, truculenta.
Por isso não dá para se esperar que uma equipe dirigida por ele jogue um futebol criativo, refinado, ofensivo, inteligente. O que se tem é mesmo o que se tem visto: futebol retranqueiro, feio, vitórias injustas, conquistadas a custa do talento individual uma hora do Kaká, outra do Robinho ou do Luis Fabiano. Hoje até o Julio Cesar salvou a pele do Dunga.
Indiscutivelmente a história do futebol é feita de incontáveis vitórias injustas. Essa é uma das principais características desse jogo, nem sempre o melhor vence e muitas vezes quem vence não convence. Decididamente, o Dunga não convence. Só espero que pare de vencer para que nos livremos dele definitivamente.
Por isso não dá para se esperar que uma equipe dirigida por ele jogue um futebol criativo, refinado, ofensivo, inteligente. O que se tem é mesmo o que se tem visto: futebol retranqueiro, feio, vitórias injustas, conquistadas a custa do talento individual uma hora do Kaká, outra do Robinho ou do Luis Fabiano. Hoje até o Julio Cesar salvou a pele do Dunga.
Indiscutivelmente a história do futebol é feita de incontáveis vitórias injustas. Essa é uma das principais características desse jogo, nem sempre o melhor vence e muitas vezes quem vence não convence. Decididamente, o Dunga não convence. Só espero que pare de vencer para que nos livremos dele definitivamente.
Marcadores:
Eliminatórias,
Seleção Brasileira
segunda-feira, 15 de outubro de 2007
Deixa a seleção pra lá
Demorou, mas voltei. E quem me faz voltar é o Dunga. Não precisei nem ver o jogo de ontem - estréia da seleção nas Eliminatórias para a Copa de 2010, contra a Colômbia - para dizer o que vou dizer.
Nunca gostei do Dunga como jogador. Tive um misto de alegria e vergonha quando ele levantou a taça de 94. Vergonha sim. O gesto feito por jogadores de qualidade e categoria como Bellini, Mauro e Carlos Alberto ser repetido por um volante truculento, sem talento (além da rima, uma redundância) que inaugurara uma era triste para o futebol-arte me envergonhou sim. Ainda bem que logo veio o Romário para tirar a taça das mãos do Dunga. Esse sim foi merecedor daquela Copa.
Antes de Dunga os volantes não tinham prestígio algum. Aliás, que me lembre, pouco se falava em "volantes". Tínhamos meias, talentosos uns, marcadores outros, mas sempre com qualidade. Não tinham a única e exclusiva preocupação da demolição, como Dunga. Dizem que é a "evolução" do futebol, mas eu acho que a presença de volantes e a ausência de pontas só torna o futebol um jogo mais chato, mais feio. Certamente mais fácil de ser jogado por quem tem menos talento.
Mas tudo isso para dizer que se nunca gostei do Dunga como jogador, continuo não gostando dele como técnico. Primeiro não dá para entender como ele, sem experiência alguma, foi direto para a seleção. Como diz meu amigo Mário Reys, o Dunga tem exatamente a mesma experiência que nós como treinadores de futebol, ou seja, nenhuma.
Questionado outro dia sobre o fato de não ter convocado o Pato para a seleção, Dunga muito conscientemente declarou que para chegar à seleção um jogador tem que fazer por merecer, tem que ter um volume de jogos considerável, tem que ter uma certa experiência, que não é de uma hora para outra que se chega à seleção. Muito bem, sr. Dunga, concordo plenamente. Agora, se isso vale pra jogador, por que não vale para o treinador? Hein? Por que um ex-jogador que nunca treinou nem time de futebol de botão pode começar sua carreira diretamente na seleção?
E se nós aqui achamos que ele não tem legitimidade para ser técnico da seleção será que o mesmo não acham os jogadores que são convocados por ele? Não digo os Afonsos da vida, que são invenções dele, ou Donis, que são piadas dele, mas os jogadores mais experientes como Kaká, Ronaldinho, Lúcio e cia.
Enquanto o Dunga estiver no comando vai ser assim: vai ser difícil vibrar de verdade, ficar contente de verdade, sem ter aquela vergonha. É uma pena.
Mas como eu sou muito, mas muito mais torcedora de time que de seleção, não estou nem aí com essas eliminatórias, vou deixar a amarelinha um pouco de lado e curtir a verde-limão que vem dando sorte.
Nunca gostei do Dunga como jogador. Tive um misto de alegria e vergonha quando ele levantou a taça de 94. Vergonha sim. O gesto feito por jogadores de qualidade e categoria como Bellini, Mauro e Carlos Alberto ser repetido por um volante truculento, sem talento (além da rima, uma redundância) que inaugurara uma era triste para o futebol-arte me envergonhou sim. Ainda bem que logo veio o Romário para tirar a taça das mãos do Dunga. Esse sim foi merecedor daquela Copa.
Antes de Dunga os volantes não tinham prestígio algum. Aliás, que me lembre, pouco se falava em "volantes". Tínhamos meias, talentosos uns, marcadores outros, mas sempre com qualidade. Não tinham a única e exclusiva preocupação da demolição, como Dunga. Dizem que é a "evolução" do futebol, mas eu acho que a presença de volantes e a ausência de pontas só torna o futebol um jogo mais chato, mais feio. Certamente mais fácil de ser jogado por quem tem menos talento.
Mas tudo isso para dizer que se nunca gostei do Dunga como jogador, continuo não gostando dele como técnico. Primeiro não dá para entender como ele, sem experiência alguma, foi direto para a seleção. Como diz meu amigo Mário Reys, o Dunga tem exatamente a mesma experiência que nós como treinadores de futebol, ou seja, nenhuma.
Questionado outro dia sobre o fato de não ter convocado o Pato para a seleção, Dunga muito conscientemente declarou que para chegar à seleção um jogador tem que fazer por merecer, tem que ter um volume de jogos considerável, tem que ter uma certa experiência, que não é de uma hora para outra que se chega à seleção. Muito bem, sr. Dunga, concordo plenamente. Agora, se isso vale pra jogador, por que não vale para o treinador? Hein? Por que um ex-jogador que nunca treinou nem time de futebol de botão pode começar sua carreira diretamente na seleção?
E se nós aqui achamos que ele não tem legitimidade para ser técnico da seleção será que o mesmo não acham os jogadores que são convocados por ele? Não digo os Afonsos da vida, que são invenções dele, ou Donis, que são piadas dele, mas os jogadores mais experientes como Kaká, Ronaldinho, Lúcio e cia.
Enquanto o Dunga estiver no comando vai ser assim: vai ser difícil vibrar de verdade, ficar contente de verdade, sem ter aquela vergonha. É uma pena.
Mas como eu sou muito, mas muito mais torcedora de time que de seleção, não estou nem aí com essas eliminatórias, vou deixar a amarelinha um pouco de lado e curtir a verde-limão que vem dando sorte.
Assinar:
Postagens (Atom)