domingo, 11 de novembro de 2007

Goleiros

Acabei de ler um livro bastante interessante: "Goleiros - Heróis e Anti-heróis da Camisa 1", do jornalista Paulo Guilherme, publicado pela Alameda Casa Editorial. O autor fez um belíssimo levantamento histórico, apresentando a biografia dos principais goleiros do País, suas glórias e seus infernos, do início do século XX (e do futebol por aqui) até o início de 2006.

São histórias comoventes, que mostram o quanto é singular esse personagem do futebol, o único jogador que pode pegar a bola com as mãos.

Estão lá Barbosa, Castilho, Gilmar, Valdir de Morais, Valdir Peres, Leão, Manga, Félix, Carlos, Taffarel, Marcos, Rogério Ceni, Dida e muito outros. Vale a pena ler.

Quero queimar a língua

Não, eu não enlouqueci, nem ando com tendências masoquistas. Mas é que estou com o palpite cada vez mais forte de que o Palmeiras bobeia e não pega a Libertadores e que o Corinthians se salva e não cai.

Por isso espero muito, mas muito mesmo, queimar a língua.

Porque se o Palmeiras conseguir ir para a Libertadores, quem sabe a diretoria se entusiasma e contrata os reforços que precisamos. Com urgência, atacantes e laterais. Não temos laterais nem de um lado, nem de outro. Atacante, só de mentirinha, no máximo bons reservas. Se não for pra Libertadores, a diretoria não vai trazer ninguém e não vamos a lugar nenhum com esse time. Ainda mais com as fortes possibilidades de perdermos Valdívia.

Bom, espero voltar daqui a duas rodadas com uma bela bolha na língua.

terça-feira, 30 de outubro de 2007

Copa no Brasil

A melhor solução para a realização de uma Copa do Mundo no Brasil foi dada pelo Mário Reys: "se fizeram um Rock in Rio em Lisboa, por que não fazemos a Copa do Mundo do Brasil no Canadá?".

Perfeito!

segunda-feira, 29 de outubro de 2007

Não à Copa no Brasil

Nas vésperas de anunciar se aceita a candidatura única do Brasil para sediar a Copa de 2014 a Fifa anuncia o fim do sistema de revezamento de continentes na escolha das sedes das Copas.
Pra mim fica claro que a candidatura única do Brasil mostrou que sediar Copa do Mundo é coisa pra gente grande, pra país que resolveu os problemas básicos e agora pode se preocupar com esse tipo de evento.

Blatter declarou que "faltou algo" à candidatura do Brasil. Ele deve estar assustado com a perspectiva de realizar uma Copa num país inseguro, sem transporte coletivo decente em suas capitais (à exceção de Curitiba), sem estádios decentes (quando fui para Salvador, no ano passado, vi um estádio de futebol e me perguntei se era a Fonte Nova, mas eu mesma me respondi que não poderia ser, pois aquele era um estádio abandonado e a Fonte Nova abrigava os grandes clássicos baianos. Por via das dúvidas resolvi perguntar ao motorista do táxi em que eu estava. Claro, era a Fonte Nova).

Gostaria muito que a Fifa tivesse coragem de dar um sonoro "não" ao Brasil. Que nós temos um futebol maravilhoso, que somos os únicos pentacampeões do mundo, que exportamos os melhores jogadores, ninguém duvida. Mas que temos competência para organizar uma Copa do Mundo, ah, isso dá pra todo mundo duvidar.

Concentremos nossos esforços em coisas mais urgentes, mais básicas, mais importantes. Deixemos Copa do Mundo para quando formos um pouco mais crescidinhos.

Apesar de achar que um "não" da Fifa tem as mesmas chances de acontecer quanto o São Paulo perder o título brasileiro deste ano, estou torcendo pelas duas improbabilidades!

segunda-feira, 22 de outubro de 2007

Ainda a corrida pela Libertadores

Depois da rodada de ontem, meus porquinhos estão ainda mais perto da Libertadores.

O que é inacreditável é que quem começa a chegar para essa corrida é o Flamengo, que eu achava que ia ficar lutando pra não cair.

E apesar da situação lá embaixo estar interessante, só vou comentá-la de verdade quando as coisas estiverem mais definidas.

terça-feira, 16 de outubro de 2007

segunda-feira, 15 de outubro de 2007

Deixa a seleção pra lá

Demorou, mas voltei. E quem me faz voltar é o Dunga. Não precisei nem ver o jogo de ontem - estréia da seleção nas Eliminatórias para a Copa de 2010, contra a Colômbia - para dizer o que vou dizer.

Nunca gostei do Dunga como jogador. Tive um misto de alegria e vergonha quando ele levantou a taça de 94. Vergonha sim. O gesto feito por jogadores de qualidade e categoria como Bellini, Mauro e Carlos Alberto ser repetido por um volante truculento, sem talento (além da rima, uma redundância) que inaugurara uma era triste para o futebol-arte me envergonhou sim. Ainda bem que logo veio o Romário para tirar a taça das mãos do Dunga. Esse sim foi merecedor daquela Copa.

Antes de Dunga os volantes não tinham prestígio algum. Aliás, que me lembre, pouco se falava em "volantes". Tínhamos meias, talentosos uns, marcadores outros, mas sempre com qualidade. Não tinham a única e exclusiva preocupação da demolição, como Dunga. Dizem que é a "evolução" do futebol, mas eu acho que a presença de volantes e a ausência de pontas só torna o futebol um jogo mais chato, mais feio. Certamente mais fácil de ser jogado por quem tem menos talento.

Mas tudo isso para dizer que se nunca gostei do Dunga como jogador, continuo não gostando dele como técnico. Primeiro não dá para entender como ele, sem experiência alguma, foi direto para a seleção. Como diz meu amigo Mário Reys, o Dunga tem exatamente a mesma experiência que nós como treinadores de futebol, ou seja, nenhuma.

Questionado outro dia sobre o fato de não ter convocado o Pato para a seleção, Dunga muito conscientemente declarou que para chegar à seleção um jogador tem que fazer por merecer, tem que ter um volume de jogos considerável, tem que ter uma certa experiência, que não é de uma hora para outra que se chega à seleção. Muito bem, sr. Dunga, concordo plenamente. Agora, se isso vale pra jogador, por que não vale para o treinador? Hein? Por que um ex-jogador que nunca treinou nem time de futebol de botão pode começar sua carreira diretamente na seleção?

E se nós aqui achamos que ele não tem legitimidade para ser técnico da seleção será que o mesmo não acham os jogadores que são convocados por ele? Não digo os Afonsos da vida, que são invenções dele, ou Donis, que são piadas dele, mas os jogadores mais experientes como Kaká, Ronaldinho, Lúcio e cia.

Enquanto o Dunga estiver no comando vai ser assim: vai ser difícil vibrar de verdade, ficar contente de verdade, sem ter aquela vergonha. É uma pena.

Mas como eu sou muito, mas muito mais torcedora de time que de seleção, não estou nem aí com essas eliminatórias, vou deixar a amarelinha um pouco de lado e curtir a verde-limão que vem dando sorte.

segunda-feira, 3 de setembro de 2007

Ainda sobre casamentos perfeitos

Meu pai, amante do futebol apesar de sãopaulino, manda a seguinte colaboração:

"Você desconhece porque não é do seu tempo. Mas o casamento mais perfeito de que eu me lembro técnico/clube foi o do Luiz Alonso Peres, o Lula, com o Santos. Durou uns 15 anos mais ou menos, lá por 1955 a 1970 (em plena "era Pelé" do clube da Vila Belmiro)."

Verdades do futebol

Entre as várias explicações existentes no mundo para o fato do futebol ser tão fascinante está a existência até que freqüente da zebra. A discussão resumia-se a de quanto seria a goleada que o Santos aplicaria no Corinthians no clássico deste domingo.

"De um lado há uma diretoria, do outro o caos; de um lado há um excelente técnico, do outro, uma incógnita; de um lado há um elenco entrosado, que está em ascensão, do outro, um apanhado de jogadores de capacidade duvidosa. Não resta muita dúvida de quem será o vencedor", arriscou a dizer um comentarista. E contrariando tudo isso, como todos já sabem, o Corinthians ganhou de 2 a 0.

Treino é treino, jogo é jogo. Em clássico tudo pode acontecer. Quem não faz, toma.

Foi roubado de novo!

Quando estava 0 x 0 e 11 contra 11, um jogador do Cruzeiro que estava na barreira numa cobrança de falta meteu a mão na bola dentro da área. Pênalti e expulsão que o juiz não deu. Mas expulsou o Pierre por falta que não houve.

Chororô de lado, o Diego precisa urgentemente aprender a jogar com os pés. Outro dia bateu um tiro de meta direto pra lateral. E ontem armou o contra-ataque para o primeiro gol do Cruzeiro. Com um a menos, aberta a porteira, foram cinco, como poderiam ter sido seis ou sete.

O título deste ano já era. E a Libertadores não está fácil. 2007 já é mais um ano medíocre na história do Palmeiras. Chega, né?