O primeiro tempo deu grandes esperanças, mas o segundo nos trouxe de volta à realidade. Ainda assim acho que a campanha do Ituiutaba no campeonato mineiro deste ano foi sensacional. Só o empate por 4 x 4 no Mineirão contra o Cruzeiro no primeiro jogo da semi-final já valeu. Foi uma bela campanha.
Agora é preciso não desmontar o time, não jogar todo esse trabalho fora para começar tudo de novo no ano que vem. Este ano acho que a diretoria tomou uma decisão errada ao optar pela Copa do Brasil ao invés da série C do Brasileirão. Espero que no ano que vem o Ituiutaba dispute sim na série C, pois tem grandes chances de subir para a B e vir jogar aqui em São Paulo, contra o Corinthians, em 2010. :-)
terça-feira, 22 de abril de 2008
Verdão na final
Fizemos a nossa parte ao vencer, só com o pé e com muito futebol, o São Paulo. Que venha a Ponte agora!
Almeida Rocha/Folha Imagem
quarta-feira, 16 de abril de 2008
Grandes e pequenos
Este ótimo texto é uma colaboração do meu pai, Haroldo Ribeiro. (Viu como eu sou democrática? Publico o pensamento até de sãopaulinos).
Comecei a acompanhar futebol, torcer e saber das coisas desse esporte, em 1949. Naquela época, bem como na década seguinte, em São Paulo, claro que era completa a cobertura do futebol paulista, boa a do carioca, razoável a do mineiro e a do gaúcho e praticamente só. Além desses tínhamos apenas uma ligeira noção que havia campeonatos em Pernambuco, na Bahia e no Paraná, mas muito pouco se tinha de notícias deles. Tínhamos vagas idéias da existência de Santa Cruz, Náutico, Bahia, Vitória, Coritiba, mas praticamente nada se sabia deles. O futebol de outros estados era totalmente inexistente para nós. Goiás, Paysandu, Figueirense, CRB, Moto Clube e Criciúma foram nomes que só se tornaram familiares décadas depois.
Em São Paulo havia cinco “grandes” na época, os atuais quatro de sempre, Corinthians, Palmeiras, Santos, São Paulo e mais a Portuguesa, considerada grande, então. Além disso, havia os pequenos tradicionais, alguns dos quais ainda hoje batalhando, como Juventus, Portuguesa Santista e Nacional, e outros já desaparecidos, como Ypiranga, Comercial, Jabaquara. De lá para cá, um daqueles “grandes”, a Lusa, deixou de sê-lo, passando, se não à categoria de pequeno, no máximo à de médio. No entanto, nenhum dos “pequenos”, conseguiu subir de categoria. Tivemos alguns casos esporádicos, o Guarani sendo campeão brasileiro e outros campeões paulistas, Internacional (Limeira), Bragantino, Ituano (se bem que este num campeonato do qual os grandes não participaram) e São Caetano – uma ameaça de promessa nos últimos anos, chegando mesmo a não ser campeão brasileiro só por causa de uma falcatrua do Eurico Miranda. No entanto, nenhum desses e mesmo outras “ameaças” que tivemos no passado, como a Ferroviária de Araraquara, a eterna Ponte Preta e, neste ano, o Guaratinguetá, conseguiram ascender à categoria de “grande”.
No Rio de Janeiro de então havia seis considerados grandes. Os quatro que continuam merecendo essa qualificação, Botafogo, Flamengo, Fluminense e Vasco e mais dois: América e Bangu. Muito bem, estes dois últimos deixaram de ser grandes há muito tempo. O América, recém caído para a segunda divisão do Rio e o Bangu nem sei por onde anda, mas nem sequer disputou o campeonato principal deste ano. Aliás, fenômeno estranho o do Rio: como não é um futebol que acompanhamos no dia a dia, estranho o “sumiço” de vários outros times que, embora pequenos, eram tradicionais. Além de Bangu, por onde andam São Cristóvão, Olaria, Bonsucesso, Canto do Rio e, por outro lado, de onde surgiram estes novos que andaram disputando o campeonato deste ano? Mas, de qualquer forma, não tivemos nenhum pequeno subindo também. Algumas ligeiras ameaças de Volta Redonda e Madureira mas que ficaram só na “ameaça”.
Em Minas os grandes eram Atlético, Cruzeiro e América. Os dois primeiros continuam grandes e o América desabou, deixou de ser grande e também “desapareceu”. Do lado oposto, pequenos despontaram, como o recente caso do Ipatinga. Foi campeão mineiro há uns dois ou três anos, ascendeu à série A do brasileirão mas, neste ano, já foi rebaixado à segunda divisão de Minas.
Finalmente no Rio Grande do Sul, onde lá pelos idos da década de 50 os grandes eram Grêmio, Internacional e Renner. Os dois primeiros se mantêm grandes e o terceiro desapareceu. Enquanto isso o único pequeno que colocou um pouco as manguinhas de fora foi o Juventude que, mesmo assim, ainda está longe de poder ser considerado grande.
Assim é possível afirmar, com base nos acontecimentos desses quase sessenta anos em que “vivo” futebol que, até prova em contrário, pode acontecer de “grandes” se diminuírem e se tornarem médios, pequenos ou até mesmo sumirem, porém é praticamente impossível que pequenos se transformem em grandes, podendo até ter seus brilharecos eventuais, mas depois voltando sempre à “pequenês” a que estão permanentemente atrelados.
A única motivação é que a cada ano, a cada campeonato, sempre aparece um “cometa”, que ninguém sabe de onde surgirá, e que está pronto a complicar a vida dos grandes e às vezes, até mesmo a conseguir um brilho maior, conquistando campeonatos.
Comecei a acompanhar futebol, torcer e saber das coisas desse esporte, em 1949. Naquela época, bem como na década seguinte, em São Paulo, claro que era completa a cobertura do futebol paulista, boa a do carioca, razoável a do mineiro e a do gaúcho e praticamente só. Além desses tínhamos apenas uma ligeira noção que havia campeonatos em Pernambuco, na Bahia e no Paraná, mas muito pouco se tinha de notícias deles. Tínhamos vagas idéias da existência de Santa Cruz, Náutico, Bahia, Vitória, Coritiba, mas praticamente nada se sabia deles. O futebol de outros estados era totalmente inexistente para nós. Goiás, Paysandu, Figueirense, CRB, Moto Clube e Criciúma foram nomes que só se tornaram familiares décadas depois.
Em São Paulo havia cinco “grandes” na época, os atuais quatro de sempre, Corinthians, Palmeiras, Santos, São Paulo e mais a Portuguesa, considerada grande, então. Além disso, havia os pequenos tradicionais, alguns dos quais ainda hoje batalhando, como Juventus, Portuguesa Santista e Nacional, e outros já desaparecidos, como Ypiranga, Comercial, Jabaquara. De lá para cá, um daqueles “grandes”, a Lusa, deixou de sê-lo, passando, se não à categoria de pequeno, no máximo à de médio. No entanto, nenhum dos “pequenos”, conseguiu subir de categoria. Tivemos alguns casos esporádicos, o Guarani sendo campeão brasileiro e outros campeões paulistas, Internacional (Limeira), Bragantino, Ituano (se bem que este num campeonato do qual os grandes não participaram) e São Caetano – uma ameaça de promessa nos últimos anos, chegando mesmo a não ser campeão brasileiro só por causa de uma falcatrua do Eurico Miranda. No entanto, nenhum desses e mesmo outras “ameaças” que tivemos no passado, como a Ferroviária de Araraquara, a eterna Ponte Preta e, neste ano, o Guaratinguetá, conseguiram ascender à categoria de “grande”.
No Rio de Janeiro de então havia seis considerados grandes. Os quatro que continuam merecendo essa qualificação, Botafogo, Flamengo, Fluminense e Vasco e mais dois: América e Bangu. Muito bem, estes dois últimos deixaram de ser grandes há muito tempo. O América, recém caído para a segunda divisão do Rio e o Bangu nem sei por onde anda, mas nem sequer disputou o campeonato principal deste ano. Aliás, fenômeno estranho o do Rio: como não é um futebol que acompanhamos no dia a dia, estranho o “sumiço” de vários outros times que, embora pequenos, eram tradicionais. Além de Bangu, por onde andam São Cristóvão, Olaria, Bonsucesso, Canto do Rio e, por outro lado, de onde surgiram estes novos que andaram disputando o campeonato deste ano? Mas, de qualquer forma, não tivemos nenhum pequeno subindo também. Algumas ligeiras ameaças de Volta Redonda e Madureira mas que ficaram só na “ameaça”.
Em Minas os grandes eram Atlético, Cruzeiro e América. Os dois primeiros continuam grandes e o América desabou, deixou de ser grande e também “desapareceu”. Do lado oposto, pequenos despontaram, como o recente caso do Ipatinga. Foi campeão mineiro há uns dois ou três anos, ascendeu à série A do brasileirão mas, neste ano, já foi rebaixado à segunda divisão de Minas.
Finalmente no Rio Grande do Sul, onde lá pelos idos da década de 50 os grandes eram Grêmio, Internacional e Renner. Os dois primeiros se mantêm grandes e o terceiro desapareceu. Enquanto isso o único pequeno que colocou um pouco as manguinhas de fora foi o Juventude que, mesmo assim, ainda está longe de poder ser considerado grande.
Assim é possível afirmar, com base nos acontecimentos desses quase sessenta anos em que “vivo” futebol que, até prova em contrário, pode acontecer de “grandes” se diminuírem e se tornarem médios, pequenos ou até mesmo sumirem, porém é praticamente impossível que pequenos se transformem em grandes, podendo até ter seus brilharecos eventuais, mas depois voltando sempre à “pequenês” a que estão permanentemente atrelados.
A única motivação é que a cada ano, a cada campeonato, sempre aparece um “cometa”, que ninguém sabe de onde surgirá, e que está pronto a complicar a vida dos grandes e às vezes, até mesmo a conseguir um brilho maior, conquistando campeonatos.
terça-feira, 15 de abril de 2008
Romário

Romário anunciou oficialmente nesta segunda-feira, 14 de abril, sua aposentadoria. Na prática essa aposentadoria veio logo depois do seu milésimo gol. Mas é preciso fazer um jogo despedida, é preciso se render todas as homenagens que o baixinho merece.
Foi graças a ele a minha primeira comemoração de uma conquista de Copa do Mundo (eu já era nascida, mas não lembro de 70). A Copa de 94 não foi mesmo a Copa de um futebol bonito da nossa parte. Mas tivemos Romário, brilhante, ousado, preciso. Brilhante ao desviar o corpo do chute do Branco no jogo contra a Holanda, ousado ao fazer gol de cabeça no meio da alta zaga sueca e preciso em todos os seus 5 gols.
Romário foi sem dúvida um dos melhores atacantes que eu vi jogar. Senão o melhor. Muitos criticam seu estilo "banheira". Já eu acho que era um estilo minimalista. O Baixinho sempre foi pela lei do mínimo esforço, certíssimo ele. Nunca fez firulas desnecessárias. E foi mesmo o rei da área. Implacável. Inclusive contra o Palmeiras... (ah, aquela trágica virada que o Palmeiras tomou na final da Copa Mercosul de 2000 depois de fechar o primeiro tempo com 3 x 0... o Baixinho estava lá, e fez o gol da virada).
Gênio! Foi um dos grandes do futebol mundial e este eu tive o prazer de ver jogar.
domingo, 13 de abril de 2008
O heróico e o apático
O fim de semana prometia e cumpriu. Se não foi da maneira que eu queria aqui em São Paulo, trouxe uma ótima surpresa em Minas. O Ituiutaba enfrentou o Cruzeiro no Mineirão e terminou o primeiro tempo perdendo por 2 x 0. No comecinho do segundo tempo diminuiu para 2 x 1 e acendeu esperanças de chegar lá. Mas houve um pênalti a favor do Cruzeiro - que voltou duas vezes até que o cruzeirense conseguisse converter - e logo o time da capital marcou mais um. Com 4 x 1 parecia tudo perdido para o Ituiutaba. Mas o time não se entregou, foi heróico, e chegou ao empate. Um excelente empate, que já justificou a ida do Boa às semifinais. E meio a zero no próximo fim de semana vale a ida para a final.
Já aqui no Morumbi o São Paulo jogou melhor e levou. Houve sim erros de arbitragem, mas não acho que tenha sido isso a definir o jogo, ainda que o gol do Adriano tenha sido feito com a mão. Sempre houve e sempre haverá gol de mão no futebol. Faz parte também do talento do jogador enganar a arbitragem. Pra mim, mais problemático que o Adriano ter feito o gol com a mão, foi o fato dele ter ficado sozinho para cabeceaçar na área. Ou seja, falha da defesa. Depois, no segundo tempo, houve um lance bisonho da bandeirinha, que deu impedimento por telepatia. Ela deve ter lido o pensamento do Alex Mineiro "vou passar essa bola para o Léo". Sim, porque só pode ter sido isso, já que com os pés ele nem fez menção de passar a bola para o jogador que estava impedido.
Só que não foi por isso que o Palmeiras perdeu o jogo. Perdeu porque esteve apático. Perdeu porque o São Paulo jogou melhor. Perdeu porque entrou como favorito e deve ter achado que estava com a situação na mão. Perdeu porque Valdívia e Diego Souza não jogaram nada.
Mas a ida às finais não está perdida ainda. Se jogar com seriedade, com o futebol que vinha empolgando nas últimas partidas, tem tudo para ganhar do São Paulo no Palestra Itália.
Mais um fim de semana que promete.
Já aqui no Morumbi o São Paulo jogou melhor e levou. Houve sim erros de arbitragem, mas não acho que tenha sido isso a definir o jogo, ainda que o gol do Adriano tenha sido feito com a mão. Sempre houve e sempre haverá gol de mão no futebol. Faz parte também do talento do jogador enganar a arbitragem. Pra mim, mais problemático que o Adriano ter feito o gol com a mão, foi o fato dele ter ficado sozinho para cabeceaçar na área. Ou seja, falha da defesa. Depois, no segundo tempo, houve um lance bisonho da bandeirinha, que deu impedimento por telepatia. Ela deve ter lido o pensamento do Alex Mineiro "vou passar essa bola para o Léo". Sim, porque só pode ter sido isso, já que com os pés ele nem fez menção de passar a bola para o jogador que estava impedido.
Só que não foi por isso que o Palmeiras perdeu o jogo. Perdeu porque esteve apático. Perdeu porque o São Paulo jogou melhor. Perdeu porque entrou como favorito e deve ter achado que estava com a situação na mão. Perdeu porque Valdívia e Diego Souza não jogaram nada.
Mas a ida às finais não está perdida ainda. Se jogar com seriedade, com o futebol que vinha empolgando nas últimas partidas, tem tudo para ganhar do São Paulo no Palestra Itália.
Mais um fim de semana que promete.
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terça-feira, 8 de abril de 2008
Semifinais
E lá está o Boa, em um feito histórico, nas semifinais do campeonato mineiro. O Ituiutaba Esporte Clube jogará os jogos mais importantes de sua vida contra o Cruzeiro. Já imaginou se dá a zebra e o time do Triângulo Mineiro chega às finais do campeonato? Bem, antes de sonhar alto é comemorar a classificação inédita.
O Palmeiras também está nas semifinais. E, se não é um fato inédito, nem histórico, é sim um fato para ser comemorado também. Porque voltou a jogar um bom futebol, a entusiasmar e a chegar lá. Só que o Palmeiras tem sim a obrigação de chegar no título.
O fim de semana promete!
O Palmeiras também está nas semifinais. E, se não é um fato inédito, nem histórico, é sim um fato para ser comemorado também. Porque voltou a jogar um bom futebol, a entusiasmar e a chegar lá. Só que o Palmeiras tem sim a obrigação de chegar no título.
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quarta-feira, 19 de março de 2008
Corra, juiz, corra
As discussões sobre arbitragens têm sido cada vez mais freqüentes no futebol. Eu credito isso à baixa qualidade de nossos juízes e bandeirinhas (ou árbitros e auxiliares, como eles gostam de ser chamados) e não acho que recursos eletrônicos possam resolver o problema. Sou conservadora como os velhinhos da Fifa e acho que o que se deve fazer é mesmo melhorar o nível dos árbitros.
Bola com sensor, consulta a imagens, comunicadores, tudo isso pra mim é bobagem. Os comunicadores já provaram não ter grande utilidade. Ou por acaso as arbitragens melhoraram alguma coisa desde que eles passaram a ser usados? A consulta a imagens eu acho que tornaria o jogo chato e burocrático, como aqueles esportes estranhos que os americanos gostam, e poderia não resolver nada, poderia continuar deixando a polêmica viva. Afinal, é extremamente comum um lance polêmico de pênalti ou impedimento, por exemplo, ser repetido à exaustão, nos mais variados ângulos, e em todos os níveis de câmera lenta nos programas esportivos e ainda assim não se chegar a uma conclusão definitiva, continuar valendo a interpretação de cada um.
Mas muita coisa melhoraria se, por exemplo, os bandeiras fossem melhor orientados, treinados e punidos - sim, deviam ser punidos ou pelo menos advertidos pelos erros - se fizessem uma coisa muito simples, cumprir uma recomendação da Fifa, aquela à respeito do impedimento, que diz que na dúvida deve-se deixar seguir o lance. 99,9% dos bandeiras fazem exatamente o contrário. Na dúvida, levantam a bandeira.
Apesar de achar que as arbitragens precisam melhorar sim, e muito, acho que o erro faz parte do jogo. Que enganar o juiz faz parte do jogo. E é curioso como as discussões sempre consideram que "se o juiz tivesse dado aquele pênalti, o jogo teria sido 1 x 0 e não 0 x 0", se esquecendo que um simples lateral invertido muda completamente a história da jogo e que, ainda que o juiz tivesse assinalado o tal pênalti e o batedor o tivesse convertido, esse jogo poderia ter terminado 2 ou 3 ou 4 a 1 para o time que sofreu o pênalti (a não ser que esse pênalti fosse aos 45 do segundo tempo e o juiz não desse acréscimos, é claro).
Um escorregão e uma roubada de bola, aquele lateral invertido que eu falei logo acima e, claro, o pênalti não marcado - ou o marcado - mudam completamente a história do jogo. Vamos supôr que no clássico do último domingo, quando o jogo estava 1 x 1, o juiz não tivesse dado o pênalti sobre o Valdívia. Pois bem, a jogada continuaria, o Martinez roubaria a bola, passaria para o Diego Souza que, da entrada da área daria um tirombaço e faria 2 x 1. Saída de bola do São Paulo. Richarlysson perderia a bola para Leandro, que dispararia para a linha de fundo, cruzaria para o meio da área, Rogério Ceni furaria grotescamente e Léo Lima completaria com facilidade para o gol. 3 x 1. Nova saída do São Paulo, nova roubada de bola do Palmeiras, desta vez seria Valdívia, que driblaria meio time do São Paulo e faria um gol de placa chapelando Rogério Ceni, como já fez o Alex uma vez. 4 x 1. São Paulo tentaria ir pra cima mas não conseguiria. O juiz marcaria uma falta perto da área do São Paulo e Diego Souza marcaria um gol de falta magistral. 5 x 1. Bem esse jogo imaginário poderia continuar até a goleada história de 9 x 1. E você, sãopaulino, pode também construir o placar do jeito que quiser, até com uma vitória seu seu time.
Eu só quero mostrar que marcar ou não um pênalti, uma falta, uma expulsão ou o que quer que seja não é garantia de resultado nenhum. Mas qualquer pequeno acontecimento do jogo muda completamente sua história. Completamente. É como se estivesse escrito nas estrelas que aquele jogo era para ser uma goleada do time A. Um lateral que o juiz inverta muda completamente essa escrita para uma goleada do time B. Ou não. Mas que o jogo toma um rumo completamente diferente do que se o lateral não tivesse sido invertido, toma.
E não me refiro só às decisões da arbitragem, erros e decisões dos próprios jogadores também causam esse efeito. Um efeito que pode-se chamar de "Corra, Lola, corra". Quem viu o filme sabe do que eu estou falando. Quem não viu, entenda que um tropeção muda a história do mundo. E no fim das contas talvez tudo se resuma ao velho chavão "o 'se' não ganha jogo". Adoro os chavões do futebol.
Bola com sensor, consulta a imagens, comunicadores, tudo isso pra mim é bobagem. Os comunicadores já provaram não ter grande utilidade. Ou por acaso as arbitragens melhoraram alguma coisa desde que eles passaram a ser usados? A consulta a imagens eu acho que tornaria o jogo chato e burocrático, como aqueles esportes estranhos que os americanos gostam, e poderia não resolver nada, poderia continuar deixando a polêmica viva. Afinal, é extremamente comum um lance polêmico de pênalti ou impedimento, por exemplo, ser repetido à exaustão, nos mais variados ângulos, e em todos os níveis de câmera lenta nos programas esportivos e ainda assim não se chegar a uma conclusão definitiva, continuar valendo a interpretação de cada um.
Mas muita coisa melhoraria se, por exemplo, os bandeiras fossem melhor orientados, treinados e punidos - sim, deviam ser punidos ou pelo menos advertidos pelos erros - se fizessem uma coisa muito simples, cumprir uma recomendação da Fifa, aquela à respeito do impedimento, que diz que na dúvida deve-se deixar seguir o lance. 99,9% dos bandeiras fazem exatamente o contrário. Na dúvida, levantam a bandeira.
Apesar de achar que as arbitragens precisam melhorar sim, e muito, acho que o erro faz parte do jogo. Que enganar o juiz faz parte do jogo. E é curioso como as discussões sempre consideram que "se o juiz tivesse dado aquele pênalti, o jogo teria sido 1 x 0 e não 0 x 0", se esquecendo que um simples lateral invertido muda completamente a história da jogo e que, ainda que o juiz tivesse assinalado o tal pênalti e o batedor o tivesse convertido, esse jogo poderia ter terminado 2 ou 3 ou 4 a 1 para o time que sofreu o pênalti (a não ser que esse pênalti fosse aos 45 do segundo tempo e o juiz não desse acréscimos, é claro).
Um escorregão e uma roubada de bola, aquele lateral invertido que eu falei logo acima e, claro, o pênalti não marcado - ou o marcado - mudam completamente a história do jogo. Vamos supôr que no clássico do último domingo, quando o jogo estava 1 x 1, o juiz não tivesse dado o pênalti sobre o Valdívia. Pois bem, a jogada continuaria, o Martinez roubaria a bola, passaria para o Diego Souza que, da entrada da área daria um tirombaço e faria 2 x 1. Saída de bola do São Paulo. Richarlysson perderia a bola para Leandro, que dispararia para a linha de fundo, cruzaria para o meio da área, Rogério Ceni furaria grotescamente e Léo Lima completaria com facilidade para o gol. 3 x 1. Nova saída do São Paulo, nova roubada de bola do Palmeiras, desta vez seria Valdívia, que driblaria meio time do São Paulo e faria um gol de placa chapelando Rogério Ceni, como já fez o Alex uma vez. 4 x 1. São Paulo tentaria ir pra cima mas não conseguiria. O juiz marcaria uma falta perto da área do São Paulo e Diego Souza marcaria um gol de falta magistral. 5 x 1. Bem esse jogo imaginário poderia continuar até a goleada história de 9 x 1. E você, sãopaulino, pode também construir o placar do jeito que quiser, até com uma vitória seu seu time.
Eu só quero mostrar que marcar ou não um pênalti, uma falta, uma expulsão ou o que quer que seja não é garantia de resultado nenhum. Mas qualquer pequeno acontecimento do jogo muda completamente sua história. Completamente. É como se estivesse escrito nas estrelas que aquele jogo era para ser uma goleada do time A. Um lateral que o juiz inverta muda completamente essa escrita para uma goleada do time B. Ou não. Mas que o jogo toma um rumo completamente diferente do que se o lateral não tivesse sido invertido, toma.
E não me refiro só às decisões da arbitragem, erros e decisões dos próprios jogadores também causam esse efeito. Um efeito que pode-se chamar de "Corra, Lola, corra". Quem viu o filme sabe do que eu estou falando. Quem não viu, entenda que um tropeção muda a história do mundo. E no fim das contas talvez tudo se resuma ao velho chavão "o 'se' não ganha jogo". Adoro os chavões do futebol.
segunda-feira, 17 de março de 2008
Alegria clássica
Ganhar um clássico é bom. Ganhar dois no mesmo campeonato é ótimo. E se um deles for por goleada, então, a alegria é enorme. Que delícia! O Luxemburgo e a diretoria palmeirense, com contratações desta vez acertadas, formaram um grupo com toda a pinta de campeão. Se vai mesmo faturar já o Paulistão é óbvio que não dá pra saber. Mas que este ano o Palmeiras não fica sem título, não fica. Algo me diz que o Luxemburgo vai pagar com juros a dívida que tinha com a torcida palmeirense.
E tem dois títulos que faltam à carreira do vitorioso treinador: Libertadores e Mundial. Certamente ele quer chegar lá o mais rápido possível. Para voltar por cima e com tudo para a Seleção. Que este campeonato paulista seja o início dessa caminhada!
E tem dois títulos que faltam à carreira do vitorioso treinador: Libertadores e Mundial. Certamente ele quer chegar lá o mais rápido possível. Para voltar por cima e com tudo para a Seleção. Que este campeonato paulista seja o início dessa caminhada!
segunda-feira, 10 de março de 2008
Justiça divina?
No jogo de ontem entre Bragantino e Palmeiras o juiz deu um pênalti a favor do Palmeiras que a maioria diz que não existiu (eu tenho as minhas dúvidas...). Léo Lima bateu pra fora. Não tenho estatística nenhuma a respeito, mas tem me parecido muito freqüente o batedor perder o pênalti que é marcado erradamente. Será que Deus - ou o Diabo - cansou dos erros de arbitragem e tem feito justiça com as próprias mãos?
segunda-feira, 3 de março de 2008
Vitória no clássico
Uma das coisas mais gostosas do futebol é ganhar um clássico. E o Corinthians tem nos dado essa alegria com freqüência ultimamente: 4 vitórias palmeirenses nos últimos 4 confrontos.
Mas deixem o Valdívia em paz. Ele pode sim fazer as suas jogadas de efeito no meio do campo ou onde quiser. Não tem essa de só poder fazer perto da área. Essa história de que cada vez que um jogador faz um drible, uma firula, uma jogada de efeito ser considerado "falta de respeito" pelo adversário tá ficando muito chata.
Falta de respeito é o jogador ser grosso e proporcionar um espetáculo pífio para o torcedor. Falta de respeito é entrada maldosa, arriscada, irresponsável. Falta de respeito é o jogador ser mais notícia pelo o que faz fora que dentro de campo.
Dribles, firulas e jogadas de efeito são, isso sim, a alma do futebol.
Mas deixem o Valdívia em paz. Ele pode sim fazer as suas jogadas de efeito no meio do campo ou onde quiser. Não tem essa de só poder fazer perto da área. Essa história de que cada vez que um jogador faz um drible, uma firula, uma jogada de efeito ser considerado "falta de respeito" pelo adversário tá ficando muito chata.
Falta de respeito é o jogador ser grosso e proporcionar um espetáculo pífio para o torcedor. Falta de respeito é entrada maldosa, arriscada, irresponsável. Falta de respeito é o jogador ser mais notícia pelo o que faz fora que dentro de campo.
Dribles, firulas e jogadas de efeito são, isso sim, a alma do futebol.
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