domingo, 10 de agosto de 2008

Fortes emoções na série C

"Apelou, perdeu. Apelou, perdeu"; "Vai embora, vai embora"; "Vamo vê, vamo vê"; "Não pára, não pára, não pára"; "Aqui tem um bando de louco, louco por ti Boa", "Puta que o pariu, é o melhor goleiro do Brasil". Foi assim, em meio a gritos de guerra que mais pareciam torcida de escola ou que era "roubados" de outros times - mas sinceramente apaixonados - que eu assisti ao meu primeiro jogo da série C.



Hoje fui ao estádio Dr. Novelli Jr., em Itu, assistir a Ituano x Ituiutaba. Achei que nem fosse ter torcida visitante, mas lá estava a Corujão do Pontal, com 40 pessoas. Contando com o meu grupo de 4 pessoas (dois palmeirenses, uma sãopaulina e um corintiano, ou seja, uma rara oportunidade para assistirmos a um jogo juntos) e com mais um pai com duas garotinhas, tínhamos o total de 47 pessoas torcendo pelo Boa. O Ituano conseguiu levar ao estádio umas 200, 250 pessoas no máximo.














O primeiro tempo foi muito bom. O Boa saiu na frente com um gol depois de uma cobrança de falta. O Ituano chegou ao empate, mas logo o Ituiutaba voltou à frente com um gol de pênalti. E antes de terminar o primeiro tempo ainda houve tempo para mais um gol do Boa e para a explosão da torcida.















O segundo tempo não teve gols e a jogada mais marcante foi uma bicuda pela lateral dada por um jogador do Ituano que jogou a bola para fora do estádio.

Eu era a única pessoa que não era de Ituiutaba que estava com a camisa do Boa, por isso, despertamos uma curiosidade enorme nos torcedores organizados. Como o time ganhou, fomos considerados pé quente e fomos até aplaudidos quando fomos embora. Nunca imaginei que fosse ser aplaudida em um estádio um dia!

Adorei a experiência de ir ver um jogo da série C. E espero que o Boa volte logo pra estes lados para poder cantar de novo "Olê, olê, olê, olê, Boa, Boa".


Fico devendo a postagem de um vídeo com a cobrança do pênalti, o que farei assim que a Camila, minha amiga sãopaulina (mas também torcedora do Marília que já está se preparando para a série C...), me mandar o arquivo. ;-)

Leia aqui os detalhes e a ficha técnica da partida.

P.S.: O Galeano estava em campo, mas confesso que nós nem percebemos.

Separados no nascimento

Se está na piscina, é o Phelps, certo?


Errado, esse aí em cima é mesmo o Carlitos Tevez. Phelps, é claro, tem uma medalha de ouro.

terça-feira, 8 de julho de 2008

Verdadeiro verde

Finalmente o uniforme do Palmeiras volta ao seu verdadeiro verde. Chega de invenções como a camisa listrada da era Parmalat, como os recentes tons de verde "inovadores" que andaram aparecendo por aí. O verdadeiro verde do Palmeiras é o verde-esmeralda (tanto que os palmeirenses, principalmente para os mais antigos, são chamados também de esmeraldinos).

Sabiamente a Adidas resolveu honrar as tradições e lançou o novo uniforme com o verdadeiro verde-Palmeiras. Claro que seria muito melhor se o nome do patrocinador não fosse tão absurdamente grande, mas em tempos de futebol comercial, voltar à cor original já é um começo...

Acho que os clubes deveriam começar a proteger um pouco mais as suas camisas. Afinal, todo mundo que gosta de futebol sabe que camisa pesa, que camisa ganha jogo. Ora, se a camisa é tão importante assim, deveria ser tratada com mais cuidado. Adoraria ver o Palmeiras (e todos os clubes, na verdade) fazendo um manual de aplicação de marca. Toda grande marca tem um. Por que o Palmeiras não tem se é uma grande marca? Tem que regulamentar o tom do verde, as várias aplicações do escudo, o espaço ocupado pelo patrocinador na camisa e por aí vai. E quem tem que definir isso é o clube e não o patrocinador ou o fornecedor de uniforme.

Espero que os clubes, e principalmente o Palmeiras, comecem a tratar as suas camisas com mais carinho e não só com interesses comerciais.

domingo, 6 de julho de 2008

Puro comércio

Acabei de assistir a Atlético MG 1 x 1 Palmeiras e enquanto via o jogo estava pensando nessas novas contratações do Palmeiras: Jeci, Fabinho Capixaba, Gladstone e Jefferson. Não é possível que entre os juvenis do Palmeiras não tenha jogadores que joguem essa bolinha que eles jogam. E o Palmeiras B, serve pra quê? Não é pra revelar jogador também? Não tem um Jeci ou um Jefferson no Palmeiras B? Claro que tem. Tanto no Palmeiras B, quanto nos juvenis. Mas se subir esses jogadores para o time principal ninguém ganha dinheiro com isso. O negócio é comprar e vender jogador. Sobra grana pra todo mundo.

Nessas horas eu me sinto uma completa idiota. Mas o pior é que não tem mais jeito, nem essa consciência me livra da paixão pelo futebol.

quarta-feira, 18 de junho de 2008

Não é possível

Júlio Baptista com a camisa 10 da seleção? Júlio Baptista?? Não! Jú-li-o Bap-tis-ta com a camisa que já foi de Pelé, Zico, Raí, Rivaldo? Não, não é possível. O Dunga está indo longe demais.

terça-feira, 17 de junho de 2008

Juventino de verdade!

Outro dia, nem sei porque, o André Palugan comentou comigo que tem um amigo torcedor do Juventus. Como eu nunca conheci pessoalmente um torcedor do Juventus de verdade (não um simpatizante, mas torcedor mesmo), ele me apresentou o Luiz Pattoli, um jornalista de 30 anos muito simpático. Ainda não nos conhecemos pessoalmente, mas já combinamos de ir assistir a um jogo na rua Javari assim que o Juventus estiver em alguma competição e comer os famosos canolis.

Não resisti e fiz uma entrevista por e-mail com o Pattoli. Leia e descubra as emoções de ser um juventino de verdade.



Por que você escolheu o Juventus como time? É tradição de família?
Meu pai era vizinho do estádio, a casa que ele morou na infância/adolescência hoje é alojamento dos jogadores. Meu avô e meu pai trabalharam na indústria que montou o Juventus. Apesar de tudo isso, meu pai se dizia palmeirense. Ele nunca me forçou a torcer por um time de futebol, tanto que na infância eu gostava de outros times. Quando criança, eu frequentava o clube do Juventus e depois comecei a ir aos jogos. Foi no estádio que eu vi que era o Juventus que realmente me motivava.

Você é sócio do clube também? Como é a sua relação com o Juventus?
Como eu disse, quando eu era criança éramos sócio do clube. Depois, ficou um pouco longe da nossa casa e meu pai deixou de ser sócio. Mesmo assim, na adolescência eu ia ao clube com meus primos. Eu entrava com a carteirinha de um deles e para entrar na piscina, me molhava no chuveiro do vestiário, assim, o fiscal do exame-médico achava que já havia conferido minha matrícula. Eu também ia nos bailes de carnaval e fiquei muito feliz quando soube que a colação de grau da faculdade seria no Juventus. Ano passado me associei novamente.

Normalmente os torcedores se gozam entre si, fazem apostas, discutem o número de títulos, se aquele título mundial valeu mesmo ou não... Como é a sua relação com os seus amigos torcedores palmeirenses, corintianos e sãopaulinos?
A maioria acha bacana eu torcer por um time pequeno. Outros zoam numa boa o fato de termos títulos mais modestos que os times grandes.

E a fama de "moleque travesso"? O Juventus realmente apronta pra cima dos times ditos "grandes", Palmeiras, São Paulo e Corinthians, ou isso é lenda?
No último paulista, empatamos com o Corinthians e ganhamos do Santos, portanto, fizemos molecagem. De vez em quando o espírito do moleque-travesso baixa em campo e apronta uma dessas.

O Juventus é uma espécie de segundo time de todos os paulistanos. Como você vê isso?
Acho legal termos o respeito dos outros torcedores. Por outro lado, gostaria que houvesse mais gente que torcesse pro Juventus.

A Portuguesa é outro time que tem um pouco dessa característica de segundo time, de simpatia. Como é a relação entre Juventus e Lusa?
Meu pai dizia que os jogos contra a Portuguesa eram tensos, afinal, juntava os italianos e espanhóis contra os portugueses. Atualmente é mais tranquila, apesar de ser um grande rival. Tem gente que acha que o maior rival do Juventus é o Nacional, mas eu não concordo com isso.

Qual é a emoção de assistir a um jogo na rua Javari?
Não sei explicar. Para mim, é uma forma de lembrar do meu pai e de voltar no tempo. Apesar de todas as dificuldades do time, ver o Juventus jogar é sempre emocionante.

Qual foi a maior alegria que o Juventus lhe deu?
Poxa, já deu diversas. Mas no jogo do título da Copa Federação Paulista 2007 eu achei que ia enfartar de tanta emoção.

E a maior tristeza?
Esse sobe e desce para a primeira divisão cansa um pouco.

Quais são as maiores conquistas do Juventus?
Taça de Prata (série C) 1983

Paulista A2 - 2005

Copa FPF - 2007

Qual foi o melhor time do Juventus que você viu jogar?
Não sei se é o melhor, mas o de 2007 me deu orgulho.

Quem são os seus maiores ídolos juventinos?
Apesar de não ter visto jogar, Félix (que foi da seleção de 1970), Mão de Onça (o goleiro que levou o gol mais bonito do Pelé) e mais recentemente o Naves.

Neste ano o Juventus voltou para a série A1 do Paulistão, mas não fez uma boa campanha e acabou rebaixado (eu, pessoalmente, acho que o Juventus devia ter lugar cativo na série A1 do Paulistão). O que você espera do time para 2008 e 2009?
Eu espero que vença a Copa FPF 2008, avance na série C e que volte para a série A-1. Com isso, espero que o clube se organize e passe a pensar em títulos de maior expressão. Se isso não acontecer, continuaremos no alambrado apoiando o time - e reclamando da diretoria.

quinta-feira, 12 de junho de 2008

Nelsinho

Nelsinho Batista é meu novo ídolo! Ele está se especializando em ferrar o Corinthians. Num ano rebaixa o time, no outro acaba com o sonho da Libertadores. Esse cara é legal. :-)

terça-feira, 10 de junho de 2008

Um clássico do futebol

Eu amo futebol. E amo o Monty Phyton. Portanto, eu amo esse vídeo.

segunda-feira, 9 de junho de 2008

Sansões ou mercenários?

O Palmeiras fez ontem a sua pior partida no ano. Foi medíocre. Não, nem medíocre chegou a ser. Perdeu de 2 x 0 dos reservas do Sport, mas podia (devia) ter levado um saco. Quem ficou no campo para enfrentar a imprensa ao final do jogo? Ele, claro, Marcos. E como sempre ele falou às claras, não inventou histórias. Disse que o time não está jogando como jogou no Paulista, que não está correndo como corria no Paulista. Disse ainda que não sabe quem vai ficar e quem vai embora, mas espera que isso se defina logo para que quem vai ficar trabalhe sério em busca do título. Isso cabe não só aos jogadores, mas também ao técnico.

Alguém poderia imaginar que esse fraco começo de Brasileiro do Palmeiras fosse um "efeito Sansão", que o corte de cabelo depois do título não tivesse feito bem aos jogadores. O que não faz bem, e não só ao Palmeiras, é o Campeonato Brasileiro começar bem na hora que se abrem as contratações na Europa. Não há jogador que fique com a cabeça aqui. Enquanto o nosso calendário não seguir o europeu vamos viver assim, com os times começando o campeonato com um time que sabe-se que vai durar pouco, com pontos importantes sendo perdidos por total falta de foco do elenco (e do técnico, muitas vezes).

O triste é que é tão fácil resolver isso.

domingo, 1 de junho de 2008

Seqüência de erros

Foi lamentável a seqüência de erros que ocorreu hoje no estádio dos Aflitos, na partida entre Náutico e Botafogo. Primeiro errou o árbitro Wilson Luiz Seneme ao expulsar o zagueiro André Luis. Não foi falta, o zagueiro foi na bola, muito menos lance para expulsão.

Errou o André Luis ao, 3 segundos depois de se benzer fazendo o sinal da cruz, mostrar os dedos médios para a torcida. Errou de novo o juiz ao pedir à polícia para acompanhar o jogador expulso até o vestiário.

E daí errou feio, mas muito feio, a polícia ao usar a violência contra o jogador. Uma truculência absurda e desnecessária, como se André Luis fosse um perigoso bandido. Aliás, gostaria de ver a polícia prender bandido com essa eficiência toda.

O Juizado Especial do Torcedor condenou André Luis a pagar 25 salários mínimos (R$ 10.375,00), que serão revertidos ao Hospital do Câncer de Pernambucano. O presidente do Botafogo, Bebeto de Freitas, não aceitou a pena de dez salários mínimos (R$ 4.150,00) e o caso deve ir para o Ministério Público.

E o Seneme e a polícia, vão sair impunes dessa?