segunda-feira, 11 de maio de 2009

Craques

Meu amigo Mário Reys defende a tese de que craque, para se consagrar de verdade, tem que fazer uma bela Copa do Mundo. Como Pelé, Garrincha, Eusébio, Cruyff, Maradona, Platini, Romário, Ronaldo, Zidane, para ficar com alguns. Segundo ele, falta uma grande Copa para jogadores como Ronaldinho Gaúcho, Kaká, Cristiano Ronaldo serem realmente grandes craques. Concordo com ele. Mas acho que existe uma outra categoria, a dos craques que indiscutivelmente são craques, mas que não tiveram oportunidade na seleção.

Esses se diferem do grupo do Ronaldinho Gaúcho e do Kaká porque esses tiveram oportunidade na seleção, estiveram em uma Copa do Mundo e não justificaram a condição de craque. Não mostraram lá na Copa o futebol que mostram em seus clubes.

Essa outra categoria não, esses muitas vezes sequer chegaram a ser titulares da seleção. Por teimosia ou falta de visão do técnico. Por azar de ter uma contusão na hora errada. Por não terem sabido cavar seu espaço lá. Por injustiça divina.

Mas imagina o que não poderiam ter feito numa seleção se tivessem tido uma oportunidade de verdade de serem titular da seleção caras como Ademir da Guia, Dirceu Lopes, Alex (o que foi do Palmeiras), Evair, Djalminha.

Ou será que teriam caído na mesma categoria do Ronaldinho Gaúcho? Jamais saberemos. Mas o que dá para afirmar é que talvez não dê para colocar seu nome na história do futebol mundial, mas é possível, sim, ser craque sem ser titular da seleção. 

(E não vou nem falar nos cabeça de bagre que sabe-se lá porque também, acabam sendo convocados. Alguns viram até capitão da seleção e mais tarde técnico.)

domingo, 10 de maio de 2009

Começou!

Começou o Campeonato Brasileiro. E começamos bem. 2 x 1 de virada em cima do Coritiba em casa. Eu adoro campeonato de pontos corridos e já estava bem nervosa com a perda de três pontos em casa logo de saída, quando o Luxemburgo resolveu dar uma forcinha pros reservas e colocar em campo Diego Souza, Keirrison e Cleiton Xavier. Eles não só resolveram como, de quebra, o Keirrison mandou a nhaca pra longe, marcando contra seu ex-time.

Mas digno de nota mesmo nesta primera rodada foi o golaço do Nilmar no Pacaembu, na vitória simples do Inter sobre o Corinthians. Histórico.

A partir de agora cada jogo é importante, cada ponto perdido pode significar a perda do campeonato. Daqui até seis de dezembro será uma emoção só.

No ano passado eu dei palpites sobre os candidatos ao título, os candidatos ao rebaixamento e os que iam dar trabalho. Dos quatro que eu coloquei como candidatos ao título, um foi campeão (São Paulo), outro ficou em quarto lugar (Palmeiras), outro em sexto (Inter) e outro em 14º (Fluminense, a decepção da temporada). Entre os candidatos ao rebaixamento, dois realmente cairam (Portuguesa e Ipatinga), mas nos outros dois errei feio, um ficou em 8º (Goiás) e outro em 10º (Vitória).

Então vamos lá, para os palpites deste ano:

Candidatos ao título 
Palmeiras, São Paulo, Cruzeiro, Inter, Corinthians.

Candidatos ao rebaixamento
Grêmio Barueri, Avaí, Náutico, Santo André, Atlético Mineiro (como todo ano um grande tem caído, quem sabe este não é o ano de um grande cair pela segunda vez?).

Vão dar (muito) trabalho
Grêmio, Flamengo, Fluminense, Sport, Santos.

A conferir em dezembro.

sábado, 9 de maio de 2009

Disputa de pênaltis

No livro de regras está "tiros do ponto penal". Mas a gente conhece mesmo como disputa de pênaltis. Esta semana eu vi uma, Atlético Mineiro x Vitória, pela Copa do Brasil. Pra mim era absolutamente indiferente o resultado. Não tenho simpatia nem antipatia por nenhum dos dois times. É um campeonato que não conta com a presença do Palmeiras. Mas eu fiquei com o coração batendo mais forte, deu um friozinho na barriga. É incrível como esse tipo de decisão de jogo tem a capacidade de mexer com os nervos da gente. Até quando nada que nos faça sentido está em jogo. Talvez o ponto seja que, ainda que não nos faça sentido, que nosso time não esteja envolvido, se há uma disputa de pênaltis é porque há algo em jogo. Ela só existe em decisões, em mata-matas.

Eu tenho um fascínio pelas decisões por pênaltis. Mas juro que prefiro que os títulos do Palmeiras sejam decididos sem elas. É muito sofrimento!

Talvez o meu primeiro grande sofrimento com disputa de pênaltis tenha sido nas quartas-de-final da Copa de 86, com a seleção brasileira perdendo para a França. Depois veio 94. Estava vendo o jogo na casa de uma amiga, a Ciça, com um monte de amigos. Confesso que não ficaria triste com o título da Itália, mas ali, na hora, é claro que me deixei contagiar pelo Brasil inteiro torcendo pelo tetra. Vamos para os pênaltis e a Ciça resolve que não vai ver. Sai da sala e só volta quando já estávamos todos comemorando.

Corta para a Copa de 98. Semifinal Brasil x Holanda, um dos jogos mais incríveis que já vi. Vamos para os pênaltis. Os mesmos amigos juntos, desta vez na minha casa. Ciça sai da sala, vai lá pra fora e só volta quando já estávamos todos comemorando.

Corta para a final da Libertadores em 99. Palmeiras x Deportivo Cali. Os mesmos amigos. Agora na casa da Bia e do Luis. Lá vamos nós para os pênaltis. Tudo pronto, os jogadores já indo para a grande área, quando eu olho e berro: "Ciça, sai já daqui!!!". Graças a Deus ela saiu a tempo de voltar só quando já estávamos comemorando.

Corta para a semifinal da Libertadores em 2000. Palmeiras x Corinthians. Só eu e o Carlos em casa. E vêm os pênaltis. E eu ligo para a Ciça: "pelamordedeus promete que você vai ficar longe da tv!". Marcos pega o pênalti do Marcelinho e ela me liga de volta quando já estava comemorando.

(A final dessa Libertadores, contra o Boca, eu juro que apaguei da memória.)

Corta para a semifinal da Libertadores em 2001, Palmeiras x Boca. Eu e o Carlos no Parque Antártica lotado. Foi a noite em que eu conheci e odiei Riquelme. Pênaltis em casa. Eu confiante. Mas mesmo assim é bom não bobear. Ligo pra Ciça que já atende falando:"Fica tranqüila, já tô saindo da frente da tv". Mas dessa vez a gente não comemorou. E assim acabou uma bela superstição.

E já que estou falando de pênaltis, quero deixar registrado aqui que eu sou totalmente contra a paradinha. Acho que tinha que ser proibida. Mais. Acho que batedor de verdade devia ter vergonha de fazer essa covardia com o goleiro. Tinha que provar a competência batendo pra valer. E não adianta vir falar que o Pelé que inventou e que não sei quem mais também dava a paradinha. Acho uma sacanagem, uma covardia. Melhor perder como um Baggio que converter com paradinha.

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Estádios

Em troca de e-mails futebolísticos com meu pai, surge uma informação interessantíssima sobre os estádios dos clubes paulistas no início dos anos 50. Conta o meu pai:

"Naquela época, os times da capital que disputavam a primeira divisão que tinham estádio próprio eram só o Palmeiras, com o Parque Antártica, o Juventus, com o Rodolfo Crespi, na Rua Javari e o Nacional, com o Nicolau Alayon, na rua Comendador Souza. O Ypiranga tinha um estadiozinho muito pequeno na rua Tabor, que só abrigava jogos muito pequenos. Os demais ele mandava no  Pacaembu, onde também o Corinthians e o São Paulo mandavam todos os seus jogos . O Comercial, que também não tinha estádio, era "inquilino" do Juventus ou do Nacional e a Portuguesa, que tampouco tinha estádio, mandava os jogos grandes no Pacaembu, e para os médios e pequenos, alugava o Parque Antártica ou o Nicolau Alayon.

O Corinthians tinha a Fazendinha, que mantém até hoje apenas para treinamentos.
O Sâo Paulo tinha o Canindé, que era apenas um campo de treinos, sem arquibancadas. Só virou estádio depois que o São Paulo vendeu a área para a Portuguesa que lá construiu inicialmente o antigo estádio de madeira, que tinha o apelido de Ilha da Madeira e, posteriormente, o estádio atual.
 
Os outros três times que disputavam o campeonato eram de Santos: o Santos, que já tinha o atual estádio Urbano Caldeira, na Vila Belmiro, a Portuguesa Santista, que já tinha também o Ulrico Mursa, e o Jabaquara, que não tinha estádio e mandava seus jogos no estádio do Santos."

Isso me faz pensar na atual discussão sobre a cessão do Pacaembu para o Corinthians. Por mais que meu amigo Vitor argumente - e olha que ele argumenta muito bem, por vezes quase me convence - não consigo achar que seja uma boa idéia. Talvez eu ainda seja uma romântica em tempos de futebol-comércio. Mas me pergunto se realmente todo clube precisa ter um estádio; se realmente o Palmeiras precisa construir aquela arena (ok, eu votei a favor, mas no fundo acho que foi mais ideologicamente que pela arena em si).

Eu acho deliciosa a idéia de ter um estádio que é de todos e não é de ninguém. Por que acabar com isso?

Será que não seria simpaticíssimo para o futebol se os clássicos fossem sempre disputados em campo neutro, no caso o Pacaembu? Será que o conceito de um campo neutro não ajudaria a amenizar os ânimos das gangues organizadas que frequentam os estádios? Será que com isso não começaríamos a mudar alguns valores para, um dia, voltarmos a assistir aos jogos lado a lado com o torcedor adversário?

Tá, eu sou mesmo romântica e saudosista (e com saudades de uma época que eu nem vivi). E não adianta me vir com números e explicações comerciais, eu vou exercer o meu direito de ser romântica e saudosista até o fim.

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Elegância no futebol

Definitivamente a elegância está em baixa no futebol. E não estou falando de jogadas técnicas, passes primorosos, gols de placa. Eu falo da elegância dos jogadores mesmo. Lembro com saudades dos uniformes dos anos 70 e seus calções curtos, que deixavam à mostra as pernas dos jogadores.

O Leão se consagrou não só pelas ótimas defesas, mas também pelas belas pernas. Atualmente jogador nenhuma tem a chance dessa consagração. Ninguém vê as suas pernas.


Hoje, esses calções que mais parecem que o jogador está usando a cueca samba-canção do irmão mais velho, tiram qualquer possibilidade de charme dos jogadores. É uma coisa horrorosa.



Já vi muita gente criticando as camisas atuais, horrorosas por estarem cheias de patrocínios. Mas ninguém fala mal dos calções ridículos. Lanço aqui uma campanha pela volta dos calções curtos!!

Curioso é que quem eu tenho visto usando uns calções um pouco mais curtos, são alguns juízes, como o Leonardo Gaciba. Não vou discutir as arbitragens dele aqui, mas que ele anda muito mais elegante que os jogadores, isso anda.



Outra coisa que me choca esteticamente de tempos para cá são as fotos oficiais. Antigamente formavam-se duas colunas: os jogadores de trás em pé e os da frente agachados. Hoje em dia eu não sei se é preguiça de agachar ou o que é - não consigo entender mesmo - mas a fila da frente não agacha. Ao invés disso, fica numa posição que me lembra muito as ginásticas que as mulheres fazem para usar banheiros públicos. Gente, isso é muito feio!!! É assim que esse jogadores querem passar para a posteridade? Pelo amor de Deus! Pelo bem da elegância, peço aos meio-campistas e atacantes que voltem a agachar nas fotos. Olhem bem e vejam que o pedido faz sentido.


quarta-feira, 6 de maio de 2009

Gol de quem?

Eu vi o jogo do Palmeiras ontem pelo Sportv. Com replays de vários ângulos e tudo. Agora acabo de dar uma passada pela imprensa na internet, lendo os comentários sobre o jogo. Só eu e o Cleiton Xavier achamos que o Ortigoza na verdade não chegou a tocar a cabeça na bola?

Chutamos a pedra

José Patrício/AE


A primeira pedra no meio do caminho foi vencida. Tá certo que ela podia ter sido chutada pra mais longe, não fosse a trave duas vezes. Mas também podia ter sido uma topada dolorida e não foi.

Gostei do Kerrison ontem. Não marcou, mas acertou o travessão (de novo!), se movimentou, apareceu pro jogo e não ficou escondido com andou fazendo em várias partidas. Gostei também do Cleiton Xavier e do Diego Souza.

Mas não gostei do Luxemburgo. Por que ele insiste com o Marquinhos? Por que, meu Deus, por que? Por que ele não colocou o Souza nem no banco? Só espero que ele tenha se convencido que quem temos para a lateral direita é o Wendel. Tudo bem, ele pode não ser um Arce. Mas que é infinitamente melhor que o Capixaba, é.

Terça-feira temos tudo pra chutar essa pedra pra bem longe, de vez.

Palmeiras 1 x 0 Sport (Ortigoza) - Estádio Palestra Itália, em São Paulo - Libertadores (oitavas-de-final)

terça-feira, 5 de maio de 2009

Pedras no caminho

Lembro que nos anos 90 sempre tinha um Grêmio no meio do nosso caminho. Agora sempre tem um Sport. Nas oitavas de final da Libertadores estão 16 times. Tínhamos, portanto, 15 adversários possíveis, mas teve que ser, de novo, o Sport. Espero que passando por essa provação o caminho heróico seja aberto rumo à glória.

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Em tempo - Campeonato Mineiro

Pra mim o Ituiutaba é o vice-campeão moral do campeonato mineiro deste ano. Afinal, perdeu a semi-final pro Cruzeiro, mas não tomou cinco, como o Atlético.

E a minha previsão é a seguinte. Anota aí: em 2010, Boa na final contra o Cruzeiro. E 2011 será o ano histórico em que o Ituiutaba ganhará o seu primeiro título estadual.

domingo, 3 de maio de 2009

O Campeonato do Gordo

Esta é a minha centésima postagem aqui. E pra falar de um campeonato vencido pelo maior rival... O Paulista que tinha tudo para ser do Palmeiras, acabou sendo mesmo do Corinthians, do Ronaldo. Este campeonato teve um grande nome e esse nome foi o Ronaldo. Pela atenção que a mídia lhe deu e pelas atuações que teve. Por ter feito gols contra todos os três grandes, por ter feito golaços. Por ter renascido, mais uma vez, para o futebol.

Vão lá, caros rivais, comemorem. Enquanto isso nos concentramos na Libertadores. Nos vemos no Brasileirão.