Já Luxemburgo, aquele que acha que o Jumar é um baita volante, disse que "Temos um projeto que pode dar certo para a Libertadores do ano que vem". Mas esse não era o discurso do ano passado?
sexta-feira, 19 de junho de 2009
Em boca fechada...
Leio em matéria do UOL duas declarações bastante infelizes, uma do Pierre e outra do Luxemburgo. Pierre diz assim: "Agora é esquecer a Libertadores, é uma perda muito grande, mas isso agora é passado." Ora, meu caro, nossos títulos são todos do passado, pois no presente não há quem os conquiste em campo, e nem por isso nós os esquecemos. O passado não é para ser esquecido não. Ao contrário, é para ser sempre lembrado, sempre reverenciado - quando é o caso, como foi tão recentemente em relação à conquista da Libertadores de 99 -, e para que aprendamos com os erros nele cometidos.
quinta-feira, 18 de junho de 2009
Esse é palmeirense
Como a diretoria do Palmeiras deixou ir embora um jogador que, ao comentar a importância do seu gol pelo Cruzeiro, eliminando o São Paulo da Libertadores, diz que o gol foi importante porque o seu time estava precisando disso e também porque ajudava a "amenizar a dor da torcida do Palmeiras"?
Obrigada, Kléber.
Política em campo.
Na Copa de 98 dois jogos me levaram às lágrimas. O final, é claro, e Estados Unidos x Irã. Um pelo futebol, outro pelo simbolismo político.
No ano que vem terei chance de me emocionar assim (como no segundo caso!) novamente, já que ontem a Coréia do Norte se classificou e a Coréia do Sul já estava classificada. Vai que no sorteio caiam na mesma chave...
Jogos assim emocionam porque mostram o lado "edificante" do esporte. "Olha que bonito como em campo eles se enfrentam com fair-play, como os jogadores se cumprimentam". Muito bonito mesmo. E eu, bobona, me emociono mesmo.
Pena que quando temos um clássico regional qualquer o que vemos entre as torcidas é quase a mesma coisa que Israel e Palestina fazem no Oriente Médio.
Perguntas
Quando Luxemburgo voltou para o Palmeiras no fim de 2007 eu disse que ele tinha a obrigação moral de fazer um bom trabalho e trazer títulos depois daquela saída pelos fundos em 2002.
E logo de cara, no primeiro semestre de 2008, ele ganhou o Paulistão. Parecia que o técnico vencedor estava de volta. E ele falava em um "projeto" para aquele time. Um projeto que incluia um título em 2008 - que logo ele conquistou - e a Libertadores em 2009.
Pois bem, do time campeão ele deixou a Traffic negociar o ótimo zagueiro Henrique (aliás, cadê ele? mais um que some prematuramente na Europa); forçou a saída do mago Valdívia. Mas trouxe grandes nomes para o time: Jeci, Fabinho Capíxaba, Gladstone e Jefferson.
No Brasileiro do ano passado conquistou o quinto lugar, que dava lugar à repescagem da Libertadores. De um jeito ou de outro, o projeto estava em pé.
No fim do ano, concordou mais uma vez com a Traffic e assim o Palmeiras não renovou com o Kléber - que estava se tornando ídolo, com grande identificação com a torcida e um ótimo desempenho apesar das expulsões - afinal, ele era um jogador velho, de 25 anos. Era preciso apostar em jovens, com maior potencial de negociação. E assim se apostou em Keirrison.
Para a zaga, para quê continuar com um jogador prata da casa como o David e com o Gustavo, que havia feito um bom trabalho, desde que fazia dupla com Henrique? Melhor dispensá-los e contratar verdadeiros herdeiros de Luis Pereira, como Maurício Ramos, Danilo e Marcão.
No Paulistão de 2009, a eliminação nas semifinais pelo Santos. E mais contratações de peso: Ortigoza, Obina, Mozart.
Na Libertadores, eliminação nas quartas-de-final pelo Nacional, do Uruguai. Quais serão os craques que se juntarão ao elenco agora?
Existe mesmo um projeto? O técnico tem mesmo o time na cabeça como afirma Gilberto Cipullo?
Há quanto tempo o Palmeiras não revela um grande jogador? Há quanto tempo um jogador do Palmeiras não é convocado pela seleção brasileira?
Quanto tempo mais teremos que esperar?
Por que os projetos não se concretizam? (A arena também está parecendo o time do Luxemburgo...)
O que falta? Dinheiro parece não ser.
quarta-feira, 17 de junho de 2009
Já era

Havia a chance de mostrar a que veio, de nascer um ídolo (por que não Cleiton Xavier com outro gol salvador?), de conquistar a confiança da torcida, mas nada disso foi feito. Nenhum gol foi marcado. Três atacantes em campo e nenhum deles conseguiu um golzinho sequer.
Não pude ver nem ouvir o segundo tempo do jogo. Mas o primeiro foi horrível. O que mais se fez foi rifar a bola. Se a rifa, por sorte, acabasse virando um lançamento, ótimo. Caso contrário, pelo menos o jogador livrou-se da bola! E olha que foi escalado o time eu acreditava, aquele que parece ser o melhor que temos.
Mas, em poucas palavras, é um time sem consistência. Fará muito se chegar entre os cinco primeiros do Brasileirão.
Keirrison pode pular de seu trampolim. Pelo visto não vai mesmo fazer história no Verdão. Luxemburgo, parece, não está destinado a vencer uma Libertadores.
Essa equipe faz lembrar alguns times dos anos 80, que até tinham bons jogadores, como Jorginho e Edu Marangon, mas não eram vencedores.
Escalação
Tenho certeza de que o Palmeiras ganhou do Cruzeiro no domingo porque o Luxemburgo não inventou de escalar Obina, nem Mozart, nem Capixaba (tá, o bandeirinha e o juiz terem achado que a bola do Marcão entrou ajudou um pouquinho também..). Escalou o time que deve ser o titular (claro, com o Edmilson no lugar do Marcão assim que ele se recuperar). Se fizer isso hoje, ganha do Nacional. No máximo, o Souza no lugar do Willians. E o Ortigoza no segundo tempo. Pronto. Nada de outras invencionices. E Mozart e Capixaba não!!!
terça-feira, 16 de junho de 2009
Dez anos esta noite

Hoje o Palmeiras comemora dez anos da conquista da Libertadores. Uma conquista deliciosa, que colocou para sempre na história do Palmeiras Marcos, Felipão, Alex, Arce, Cesar Sampaio, Junior, Junior Baiano, Roque Junior, Zinho, Ozéas, Euller, Paulo Nunes, Rogério, Cleber, Sergio, Velloso, Rivarola, Agnaldo, Rubens Junior, Tiago Silva, Jackson, Edmilson, Juliano e Evair.
Amanhã o Palmeiras estará em Montevidéu, disputando as quartas de final da Libertadores com o Nacional, depois de ter jogado mal e empatado a partida de ida aqui no Palestra Itália.
Nesses dez anos fomos parar na série B, voltamos, mas pouco conquistamos. Além do título da segundona, apenas um torneio Rio-São Paulo, em 2000, uma Copa dos Campeões, também em 2000, e o Paulistão de 2008. Pouco, muito pouco para a grandeza do Palmeiras.
Temos poucos ídolos para lembrar nesse período, depois dessa geração da Libertadores, acho que destaque mesmo só para o Valdívia.
E esse Palmeiras de hoje, quem é? É um time que ainda não mostrou a que veio, que não tem um grande ídolo, que não conquistou a confiança da torcida, que não tem a cara do técnico, mas que pode mudar tudo isso em cinco jogos, a começar por amanhã.
quinta-feira, 4 de junho de 2009
Camisa nova de novo
i anunciado que hoje o novo site do Palmeiras entraria no ar. Depois de semanas daquele aviso ridículo no ar. Mas o que subiu não foi um site, mas um hotsite de promoção das novas camisas. Essa história de nova camisa me irrita. A camisa é cada vez mais do patrocinador e menos do clube. Ainda não chegamos ao horror que o time da zona leste chegou, mas não fugimos à regra geral.
Eu juro que não entendo esse pessoal que faz questão de pagar caríssimo para ter a camisa nova, com o nome do patrocinador cada vez maior. Não sou contra o patrocinío, mas contra o exagero.
Além do mais, esse esquema só alimenta os modismos passageiros, que eu tanto detesto, no futebol ou não. A tal camisa marca-texto, que tanto agradou a uma parte da torcida, já era. Pois se os jogadores trocam de clube como quem trocam de camisa, os clubes trocam de camisa como quem troca de [calcinha ou cueca, complete conforme o caso].
Aliás, um trabalho que essa diretoria deveria fazer urgentemente é definir de uma vez por todas qual é o "verde Palmeiras". Nas artes gráficas existe um sistema de definição de cores chamado "Pantone". Ele codifica os vários tons das cores e é por causa de definições como essa que o logo das empresas aparece sempre com o mesmíssimo tom. O Palmeiras precisa urgentemente definir o seu "Pantone" e vá lá que o patrocinador e o fornecedor de uniformes estampem seus nomes, inventem, façam seu marketing. Mas que respeitem o "verde Palmeiras".
E isso tem que valer não só para as camisas, mas para todo o material licenciado pelo clube. É assim que as coisas começam a ser profissionais.
terça-feira, 2 de junho de 2009
Mistérios do futebol
Ele jogou na seleção brasileira campeã em 2002, no São Paulo, no Palmeiras e no milionário futebol espanhol. Tem 31 anos e é atacante. Será a nova sensação deste Brasileirão, que já conta com Ronaldo e Adriano? Não, ele vai ser a sensação do futebol vietnamita. Não, nem eu escrevi errado, nem você leu errado, depois de passar pelo Itumbiara, Denilson agora vai fazer a vida no Hai Phong Cement, sexto colocado entre os 14 times do campeonato nacional de futebol do Vietnã.
O que acontece para que um jogador que foi vendido pelo São Paulo para o Betis por quase US$ 32 milhões, na época a contratação mais cara do futebol, acabe sua carreira no futebol vietnamita?
Por que ele não consegue se firmar em um bom time brasileiro?
Por que nunca conseguiu se desvencilhar da fama de jogador firulento, mas que não resolve nada?
Por que não firmou seu lugar no futebol?
Por que o Vietnã?
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