quinta-feira, 30 de agosto de 2007
Foi roubado!
Gol legal do Palmeiras, mas o juiz anulou. Como sempre, a arbitragem dando uma mãozinha pro São Paulo. A imprensa puxa o saco, a arbitragem ajuda. Parece tudo arrumadinho pro São Paulo levar.
quinta-feira, 23 de agosto de 2007
quarta-feira, 22 de agosto de 2007
Nas quadras
No tempo que eu assistia basquete, o jogo tinha dois tempos de vinte minutos e o que me atraia eram as disputas entre Sírio, Monte Líbano e Francana. Era a época de Oscar, Marcel, Marquinhos, Pipoca, Carioquinha, Ubiratan, Helio Rubens e cia. Isso foi nos anos 80, com o auge em 87, quando a seleção ganhou ouro no Pan vencendo os Estados Unidos em Indianápolis.
De lá pra cá pouco acompanhei. Passei anos sem saber o nome de sequer um jogador da seleção. Hoje assisti ao último quarto do jogo entre Brasil e Canadá pelo pré-olímpico. Sabia (só de ouvir falar, não conhecia as caras) o nome de dois jogadores: Nenê e Leandrinho. Estranhei o desenho na bola. Estranhei estar vendo um "quarto". Estranhei o uniforme azul. Mas gostei do que vi. E sou bem capaz de acompanhar esse pré-olímpico.
Melhor ver essa seleção que a que jogou à tarde. Do jeito que anda o futebol, é melhor começar a prestar atenção no basquete.
De lá pra cá pouco acompanhei. Passei anos sem saber o nome de sequer um jogador da seleção. Hoje assisti ao último quarto do jogo entre Brasil e Canadá pelo pré-olímpico. Sabia (só de ouvir falar, não conhecia as caras) o nome de dois jogadores: Nenê e Leandrinho. Estranhei o desenho na bola. Estranhei estar vendo um "quarto". Estranhei o uniforme azul. Mas gostei do que vi. E sou bem capaz de acompanhar esse pré-olímpico.
Melhor ver essa seleção que a que jogou à tarde. Do jeito que anda o futebol, é melhor começar a prestar atenção no basquete.
Muito mais bonito agora
Não, este título não se refere ao futebol jogado pelo Palmeiras, que continua não lá grande coisa, apesar de mais uma vitória sobre o freguês carioca.
Estou falando do meu blog, que ficou muito mais bonito agora com esse cabeçalho elegante que meu amigo santista Edgar Cantelli me deu de presente.
Muito obrigada, Edgar, eu adorei!
Estou falando do meu blog, que ficou muito mais bonito agora com esse cabeçalho elegante que meu amigo santista Edgar Cantelli me deu de presente.
Muito obrigada, Edgar, eu adorei!
quarta-feira, 1 de agosto de 2007
Amores eternos e casamentos perfeitos
E não é que o Joel Santana voltou para o Flamengo? Incrível a relação de amor eterno entre alguns técnicos e alguns clubes. Parecem que foram feitos um para o outro. Como Candinho e a Portuguesa, Carlos Alberto Silva e o Guarani, Antonio Lopes e o Vasco, Geninho e o Goiás. Esses são os casamentos eternos, aqueles que sempre voltam, mesmo depois de algumas brigas.
Mas há também os casamentos perfeitos. Aqueles que podem até ser breves, mas que têm uma identificação total. E esses admitem até a bigamia. Como a do Felipão com o Grêmio e com o Palmeiras e mesmo a do mestre Osvaldo Brandão com o Palmeiras e com o Corinthians. E são casamentos perfeitos também os do Telê e de Muricy com o São Paulo.
Agora, amor cada vez mais raro é o de um jogador por um clube. E isso explica muita coisa.
Mas há também os casamentos perfeitos. Aqueles que podem até ser breves, mas que têm uma identificação total. E esses admitem até a bigamia. Como a do Felipão com o Grêmio e com o Palmeiras e mesmo a do mestre Osvaldo Brandão com o Palmeiras e com o Corinthians. E são casamentos perfeitos também os do Telê e de Muricy com o São Paulo.
Agora, amor cada vez mais raro é o de um jogador por um clube. E isso explica muita coisa.
Com medo de ser feliz
O Palmeiras é um time com medo de ser feliz. Ultimamente só sai atrás no placar. E tirando a virada contra o Vasco, fica mesmo atrás ou, no máximo, arranca um empate suado. Como também nunca sabe se aproveitar da vantagem quando fica com jogador a mais.
Além de talento, está faltando aquela pinta de vencedor para esse time. Talvez para esse técnico também. O Caio Jr. fala muito bem, é ponderado, mais ainda não convenceu. Se bem que, se ele sair, chama-se quem? O Felipão? Ou o Jair Picerni?
Além de talento, está faltando aquela pinta de vencedor para esse time. Talvez para esse técnico também. O Caio Jr. fala muito bem, é ponderado, mais ainda não convenceu. Se bem que, se ele sair, chama-se quem? O Felipão? Ou o Jair Picerni?
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Cala a boca, Ricardo Teixeira
Em reportagem publicada hoje no O Estado de S. Paulo, o presidente da CBF encontrou algumas explicações para o fracasso da seleção brasileira na Copa de 2006. Segundo ele, "Tinha jogador que chegava entre 4 e 6 horas da manhã, bêbado". Mais que isso, a autoridade máxima do nosso futebol constata que outra coisa que atrapalhou muito o desempenho de nossos astros foi a preparação em Weggis, na Suiça, onde o clima foi mais de festa que de treinamento, com ingressos vendidos por até US$ 100,00 para se ver um treino e os malabarismos de Ronaldinho Gaúcho. "Era óbvio que aquilo não ia funcionar. Como é que ninguém via isso?"
Ora, o presidente da CBF não sabia que se vendia ingressos para assistir aos treinos? O presidente da CBF sabia que jogadores chegavam bêbados, de madrugada e não fez nada? O que estava ele fazendo nas vésperas de uma Copa do Mundo, então? Turismo?
Não dá para se esperar nada do Ricardo Teixeira, mas ele, no mínimo, perdeu uma ótima chance de ficar com a boca fechada.
Ou será que não é por ter uma direção como essa que o futebol brasileiro se encontra no estado em que se encontra? Não falo nem da seleção, que vive atualmente um período de entressafra. Mas do futebol praticado aqui no país, do Campeonato Brasileiro que mais parece uma enorme segunda divisão do futebol jogado na Europa.
Que um Milan ou um Real Madrid leve nossos craques dá pra entender, agora, que o futebol da Ucrânia leve nossos jogadores é inadmissível. Você, por acaso, conhece algum time da Ucrânia? Que craques joguem fora, tudo bem, mas que nossos times não consigam segurar nem um Marcinho Guerreiro, é inadmissível.
É desanimador assistir a qualquer jogo do campeonato brasileiro, o nível técnico é baixíssimo, não tem uma jogada que empolgue.
Enquanto isso, Ricardo Teixeira fala bobagens durante sua campanha pela Copa no Brasil. Antes de fazer uma Copa do Mundo por aqui seria melhor a gente fazer um campeonato nacional de qualidade. E deixar a Copa do Mundo para quem tem competência.
Ora, o presidente da CBF não sabia que se vendia ingressos para assistir aos treinos? O presidente da CBF sabia que jogadores chegavam bêbados, de madrugada e não fez nada? O que estava ele fazendo nas vésperas de uma Copa do Mundo, então? Turismo?
Não dá para se esperar nada do Ricardo Teixeira, mas ele, no mínimo, perdeu uma ótima chance de ficar com a boca fechada.
Ou será que não é por ter uma direção como essa que o futebol brasileiro se encontra no estado em que se encontra? Não falo nem da seleção, que vive atualmente um período de entressafra. Mas do futebol praticado aqui no país, do Campeonato Brasileiro que mais parece uma enorme segunda divisão do futebol jogado na Europa.
Que um Milan ou um Real Madrid leve nossos craques dá pra entender, agora, que o futebol da Ucrânia leve nossos jogadores é inadmissível. Você, por acaso, conhece algum time da Ucrânia? Que craques joguem fora, tudo bem, mas que nossos times não consigam segurar nem um Marcinho Guerreiro, é inadmissível.
É desanimador assistir a qualquer jogo do campeonato brasileiro, o nível técnico é baixíssimo, não tem uma jogada que empolgue.
Enquanto isso, Ricardo Teixeira fala bobagens durante sua campanha pela Copa no Brasil. Antes de fazer uma Copa do Mundo por aqui seria melhor a gente fazer um campeonato nacional de qualidade. E deixar a Copa do Mundo para quem tem competência.
domingo, 22 de julho de 2007
Ainda o jogo do gol inesquecível
O coordenador jornalístico e editorial do site Ponto Verde, Márcio Trevisan, rápida e gentilmente atende o meu pedido e me manda a ficha do jogo entre Palmeiras e XV de Piracicaba com o seguinte comentário: "O detalhe que me marcou é que o meia Mário Sérgio fez um gol tão maravilhoso que todo o o estádio, em vez de comemorar, levantou-se e aplaudiu o sensacional meia."
Confira abaixo a ficha técnica da partida e veja que minha memória não anda tão mal assim:
Competição: Campeonato Paulista/1984
Jogo: Palmeiras 4 x 1 XV de Piracicaba/SP
Data: 03.10.1984 - Horário: 21h00
Local: Estádio Paulo Machado de Carvalho - Pacaembu, em São Paulo/SP
Árbitro: Ílton José da Costa/SP
Assistentes: José Carlos Gomes do Nascimento/SP e Antônio Carlos Gomes/SP
Renda: CR$ 48.999.000,00
Público: 15.201 pagantes
Gols: Jorginho aos 4 e Paulo Roberto aos 28 minutos do primeiro tempo. Mário Sérgio aos 16, Diogo aos 26 e Tim aos 32 da etapa final.
Equipes
Palmeiras: Leão; Diogo, Luís Pereira (Maxwell), Vágner Bacharel e Paulo Roberto; Márcio Alcântara, Jorginho e Carlos Alberto Borges; Gilcimar, Reinaldo Xavier (Luizinho Lemos) e Mário Sérgio.
Técnico: Fedato.
XV de Piracicaba: Pizelli; Flávio, Aílton Luís, Paulinho e Cláudio Mineiro; Vadinho, Alfredo e Chicão; Valdir Lins (Gilberto), Tim e Fabinho.
Técnico: Vicente Arenari
Confira abaixo a ficha técnica da partida e veja que minha memória não anda tão mal assim:
Competição: Campeonato Paulista/1984
Jogo: Palmeiras 4 x 1 XV de Piracicaba/SP
Data: 03.10.1984 - Horário: 21h00
Local: Estádio Paulo Machado de Carvalho - Pacaembu, em São Paulo/SP
Árbitro: Ílton José da Costa/SP
Assistentes: José Carlos Gomes do Nascimento/SP e Antônio Carlos Gomes/SP
Renda: CR$ 48.999.000,00
Público: 15.201 pagantes
Gols: Jorginho aos 4 e Paulo Roberto aos 28 minutos do primeiro tempo. Mário Sérgio aos 16, Diogo aos 26 e Tim aos 32 da etapa final.
Equipes
Palmeiras: Leão; Diogo, Luís Pereira (Maxwell), Vágner Bacharel e Paulo Roberto; Márcio Alcântara, Jorginho e Carlos Alberto Borges; Gilcimar, Reinaldo Xavier (Luizinho Lemos) e Mário Sérgio.
Técnico: Fedato.
XV de Piracicaba: Pizelli; Flávio, Aílton Luís, Paulinho e Cláudio Mineiro; Vadinho, Alfredo e Chicão; Valdir Lins (Gilberto), Tim e Fabinho.
Técnico: Vicente Arenari
quarta-feira, 18 de julho de 2007
Tabelinha
Minha mãe, que entende muito mais de futebol que eu, e foi testemunha de um futebol muito mais bonito que o que se joga hoje, vive reclamando que ninguém mais tabela. E ela tem toda razão. A tabela é o drible coletivo. É a jogada que desconserta a defesa adversária e levanta a torcida. Ainda que não resulte em gol, a tabelinha vale por si só.
E foi fruto de uma longa tabela entre Jorginho e Mário Sérgio o gol mais bonito que eu vi ao vivo. Foi no único jogo ao qual eu fui ao estádio com o meu avô, palestrino até o último fio de cabelo. Era uma noite durante a semana, no início dos anos 80, provavelmente 84, no Pacaembu. Campeonato paulista. Palmeiras x XV de Piracicaba. Palmeiras 4 x 1 XV de Piracicaba. Esse gol foi o terceiro ou quarto, já não lembro bem.
O Jorginho pegou a bola ali pelo grande círculo e tocou para o Mário Sergio, que logo devolveu para o Jorginho, que voltou a bola para o Mário Sergio, que tocou para o Jorginho, para logo em seguida receber de volta e na entrada da área do XV fuzilar para o gol. Foi eletrizante. Não sei se é a minha memória, mas tenho a impressão que até a defesa do XV aplaudiu esse gol.
Nem o Jorginho nem o Mário Sergio ganharam títulos pelo Palmeiras. Isso foi na época do nosso triste jejum (o final dele é tema para outro post). Mas não importa, o futebol deles não era de resultados, era arte. E está na minha memória, e na de muitos torcedores, tenho certeza, até hoje.
É disso que eu sinto falta quando vou ao hoje ao Parque Antárctica ou quando ligo a TV para ver um jogo.
Fazendo uma breve pesquisa para encontrar as fotos, descubro que o Jorginho nasceu em Marília. E o jogo foi contra o XV de Piracicaba. Curioso, né, Anita e Vitor?
E foi fruto de uma longa tabela entre Jorginho e Mário Sérgio o gol mais bonito que eu vi ao vivo. Foi no único jogo ao qual eu fui ao estádio com o meu avô, palestrino até o último fio de cabelo. Era uma noite durante a semana, no início dos anos 80, provavelmente 84, no Pacaembu. Campeonato paulista. Palmeiras x XV de Piracicaba. Palmeiras 4 x 1 XV de Piracicaba. Esse gol foi o terceiro ou quarto, já não lembro bem.

O Jorginho pegou a bola ali pelo grande círculo e tocou para o Mário Sergio, que logo devolveu para o Jorginho, que voltou a bola para o Mário Sergio, que tocou para o Jorginho, para logo em seguida receber de volta e na entrada da área do XV fuzilar para o gol. Foi eletrizante. Não sei se é a minha memória, mas tenho a impressão que até a defesa do XV aplaudiu esse gol.

Nem o Jorginho nem o Mário Sergio ganharam títulos pelo Palmeiras. Isso foi na época do nosso triste jejum (o final dele é tema para outro post). Mas não importa, o futebol deles não era de resultados, era arte. E está na minha memória, e na de muitos torcedores, tenho certeza, até hoje.
É disso que eu sinto falta quando vou ao hoje ao Parque Antárctica ou quando ligo a TV para ver um jogo.
Fazendo uma breve pesquisa para encontrar as fotos, descubro que o Jorginho nasceu em Marília. E o jogo foi contra o XV de Piracicaba. Curioso, né, Anita e Vitor?
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