quarta-feira, 18 de junho de 2008
Não é possível
Júlio Baptista com a camisa 10 da seleção? Júlio Baptista?? Não! Jú-li-o Bap-tis-ta com a camisa que já foi de Pelé, Zico, Raí, Rivaldo? Não, não é possível. O Dunga está indo longe demais.
terça-feira, 17 de junho de 2008
Juventino de verdade!
Outro dia, nem sei porque, o André Palugan comentou comigo que tem um amigo torcedor do Juventus. Como eu nunca conheci pessoalmente um torcedor do Juventus de verdade (não um simpatizante, mas torcedor mesmo), ele me apresentou o Luiz Pattoli, um jornalista de 30 anos muito simpático. Ainda não nos conhecemos pessoalmente, mas já combinamos de ir assistir a um jogo na rua Javari assim que o Juventus estiver em alguma competição e comer os famosos canolis.
Não resisti e fiz uma entrevista por e-mail com o Pattoli. Leia e descubra as emoções de ser um juventino de verdade.

Por que você escolheu o Juventus como time? É tradição de família?
Meu pai era vizinho do estádio, a casa que ele morou na infância/adolescência hoje é alojamento dos jogadores. Meu avô e meu pai trabalharam na indústria que montou o Juventus. Apesar de tudo isso, meu pai se dizia palmeirense. Ele nunca me forçou a torcer por um time de futebol, tanto que na infância eu gostava de outros times. Quando criança, eu frequentava o clube do Juventus e depois comecei a ir aos jogos. Foi no estádio que eu vi que era o Juventus que realmente me motivava.
Você é sócio do clube também? Como é a sua relação com o Juventus?
Como eu disse, quando eu era criança éramos sócio do clube. Depois, ficou um pouco longe da nossa casa e meu pai deixou de ser sócio. Mesmo assim, na adolescência eu ia ao clube com meus primos. Eu entrava com a carteirinha de um deles e para entrar na piscina, me molhava no chuveiro do vestiário, assim, o fiscal do exame-médico achava que já havia conferido minha matrícula. Eu também ia nos bailes de carnaval e fiquei muito feliz quando soube que a colação de grau da faculdade seria no Juventus. Ano passado me associei novamente.
Normalmente os torcedores se gozam entre si, fazem apostas, discutem o número de títulos, se aquele título mundial valeu mesmo ou não... Como é a sua relação com os seus amigos torcedores palmeirenses, corintianos e sãopaulinos?
A maioria acha bacana eu torcer por um time pequeno. Outros zoam numa boa o fato de termos títulos mais modestos que os times grandes.
E a fama de "moleque travesso"? O Juventus realmente apronta pra cima dos times ditos "grandes", Palmeiras, São Paulo e Corinthians, ou isso é lenda?
No último paulista, empatamos com o Corinthians e ganhamos do Santos, portanto, fizemos molecagem. De vez em quando o espírito do moleque-travesso baixa em campo e apronta uma dessas.
O Juventus é uma espécie de segundo time de todos os paulistanos. Como você vê isso?
Acho legal termos o respeito dos outros torcedores. Por outro lado, gostaria que houvesse mais gente que torcesse pro Juventus.
A Portuguesa é outro time que tem um pouco dessa característica de segundo time, de simpatia. Como é a relação entre Juventus e Lusa?
Meu pai dizia que os jogos contra a Portuguesa eram tensos, afinal, juntava os italianos e espanhóis contra os portugueses. Atualmente é mais tranquila, apesar de ser um grande rival. Tem gente que acha que o maior rival do Juventus é o Nacional, mas eu não concordo com isso.
Qual é a emoção de assistir a um jogo na rua Javari?
Não sei explicar. Para mim, é uma forma de lembrar do meu pai e de voltar no tempo. Apesar de todas as dificuldades do time, ver o Juventus jogar é sempre emocionante.
Qual foi a maior alegria que o Juventus lhe deu?
Poxa, já deu diversas. Mas no jogo do título da Copa Federação Paulista 2007 eu achei que ia enfartar de tanta emoção.
E a maior tristeza?
Esse sobe e desce para a primeira divisão cansa um pouco.
Quais são as maiores conquistas do Juventus?
Taça de Prata (série C) 1983
Paulista A2 - 2005
Copa FPF - 2007
Qual foi o melhor time do Juventus que você viu jogar?
Não sei se é o melhor, mas o de 2007 me deu orgulho.
Quem são os seus maiores ídolos juventinos?
Apesar de não ter visto jogar, Félix (que foi da seleção de 1970), Mão de Onça (o goleiro que levou o gol mais bonito do Pelé) e mais recentemente o Naves.
Neste ano o Juventus voltou para a série A1 do Paulistão, mas não fez uma boa campanha e acabou rebaixado (eu, pessoalmente, acho que o Juventus devia ter lugar cativo na série A1 do Paulistão). O que você espera do time para 2008 e 2009?
Eu espero que vença a Copa FPF 2008, avance na série C e que volte para a série A-1. Com isso, espero que o clube se organize e passe a pensar em títulos de maior expressão. Se isso não acontecer, continuaremos no alambrado apoiando o time - e reclamando da diretoria.
Não resisti e fiz uma entrevista por e-mail com o Pattoli. Leia e descubra as emoções de ser um juventino de verdade.

Por que você escolheu o Juventus como time? É tradição de família?
Meu pai era vizinho do estádio, a casa que ele morou na infância/adolescência hoje é alojamento dos jogadores. Meu avô e meu pai trabalharam na indústria que montou o Juventus. Apesar de tudo isso, meu pai se dizia palmeirense. Ele nunca me forçou a torcer por um time de futebol, tanto que na infância eu gostava de outros times. Quando criança, eu frequentava o clube do Juventus e depois comecei a ir aos jogos. Foi no estádio que eu vi que era o Juventus que realmente me motivava.
Você é sócio do clube também? Como é a sua relação com o Juventus?
Como eu disse, quando eu era criança éramos sócio do clube. Depois, ficou um pouco longe da nossa casa e meu pai deixou de ser sócio. Mesmo assim, na adolescência eu ia ao clube com meus primos. Eu entrava com a carteirinha de um deles e para entrar na piscina, me molhava no chuveiro do vestiário, assim, o fiscal do exame-médico achava que já havia conferido minha matrícula. Eu também ia nos bailes de carnaval e fiquei muito feliz quando soube que a colação de grau da faculdade seria no Juventus. Ano passado me associei novamente.
Normalmente os torcedores se gozam entre si, fazem apostas, discutem o número de títulos, se aquele título mundial valeu mesmo ou não... Como é a sua relação com os seus amigos torcedores palmeirenses, corintianos e sãopaulinos?
A maioria acha bacana eu torcer por um time pequeno. Outros zoam numa boa o fato de termos títulos mais modestos que os times grandes.
E a fama de "moleque travesso"? O Juventus realmente apronta pra cima dos times ditos "grandes", Palmeiras, São Paulo e Corinthians, ou isso é lenda?
No último paulista, empatamos com o Corinthians e ganhamos do Santos, portanto, fizemos molecagem. De vez em quando o espírito do moleque-travesso baixa em campo e apronta uma dessas.
O Juventus é uma espécie de segundo time de todos os paulistanos. Como você vê isso?
Acho legal termos o respeito dos outros torcedores. Por outro lado, gostaria que houvesse mais gente que torcesse pro Juventus.
A Portuguesa é outro time que tem um pouco dessa característica de segundo time, de simpatia. Como é a relação entre Juventus e Lusa?
Meu pai dizia que os jogos contra a Portuguesa eram tensos, afinal, juntava os italianos e espanhóis contra os portugueses. Atualmente é mais tranquila, apesar de ser um grande rival. Tem gente que acha que o maior rival do Juventus é o Nacional, mas eu não concordo com isso.
Qual é a emoção de assistir a um jogo na rua Javari?
Não sei explicar. Para mim, é uma forma de lembrar do meu pai e de voltar no tempo. Apesar de todas as dificuldades do time, ver o Juventus jogar é sempre emocionante.
Qual foi a maior alegria que o Juventus lhe deu?
Poxa, já deu diversas. Mas no jogo do título da Copa Federação Paulista 2007 eu achei que ia enfartar de tanta emoção.
E a maior tristeza?
Esse sobe e desce para a primeira divisão cansa um pouco.
Quais são as maiores conquistas do Juventus?
Taça de Prata (série C) 1983
Paulista A2 - 2005
Copa FPF - 2007
Qual foi o melhor time do Juventus que você viu jogar?
Não sei se é o melhor, mas o de 2007 me deu orgulho.
Quem são os seus maiores ídolos juventinos?
Apesar de não ter visto jogar, Félix (que foi da seleção de 1970), Mão de Onça (o goleiro que levou o gol mais bonito do Pelé) e mais recentemente o Naves.
Neste ano o Juventus voltou para a série A1 do Paulistão, mas não fez uma boa campanha e acabou rebaixado (eu, pessoalmente, acho que o Juventus devia ter lugar cativo na série A1 do Paulistão). O que você espera do time para 2008 e 2009?
Eu espero que vença a Copa FPF 2008, avance na série C e que volte para a série A-1. Com isso, espero que o clube se organize e passe a pensar em títulos de maior expressão. Se isso não acontecer, continuaremos no alambrado apoiando o time - e reclamando da diretoria.
quinta-feira, 12 de junho de 2008
Nelsinho
Nelsinho Batista é meu novo ídolo! Ele está se especializando em ferrar o Corinthians. Num ano rebaixa o time, no outro acaba com o sonho da Libertadores. Esse cara é legal. :-)
terça-feira, 10 de junho de 2008
segunda-feira, 9 de junho de 2008
Sansões ou mercenários?
O Palmeiras fez ontem a sua pior partida no ano. Foi medíocre. Não, nem medíocre chegou a ser. Perdeu de 2 x 0 dos reservas do Sport, mas podia (devia) ter levado um saco. Quem ficou no campo para enfrentar a imprensa ao final do jogo? Ele, claro, Marcos. E como sempre ele falou às claras, não inventou histórias. Disse que o time não está jogando como jogou no Paulista, que não está correndo como corria no Paulista. Disse ainda que não sabe quem vai ficar e quem vai embora, mas espera que isso se defina logo para que quem vai ficar trabalhe sério em busca do título. Isso cabe não só aos jogadores, mas também ao técnico.
Alguém poderia imaginar que esse fraco começo de Brasileiro do Palmeiras fosse um "efeito Sansão", que o corte de cabelo depois do título não tivesse feito bem aos jogadores. O que não faz bem, e não só ao Palmeiras, é o Campeonato Brasileiro começar bem na hora que se abrem as contratações na Europa. Não há jogador que fique com a cabeça aqui. Enquanto o nosso calendário não seguir o europeu vamos viver assim, com os times começando o campeonato com um time que sabe-se que vai durar pouco, com pontos importantes sendo perdidos por total falta de foco do elenco (e do técnico, muitas vezes).
O triste é que é tão fácil resolver isso.
Alguém poderia imaginar que esse fraco começo de Brasileiro do Palmeiras fosse um "efeito Sansão", que o corte de cabelo depois do título não tivesse feito bem aos jogadores. O que não faz bem, e não só ao Palmeiras, é o Campeonato Brasileiro começar bem na hora que se abrem as contratações na Europa. Não há jogador que fique com a cabeça aqui. Enquanto o nosso calendário não seguir o europeu vamos viver assim, com os times começando o campeonato com um time que sabe-se que vai durar pouco, com pontos importantes sendo perdidos por total falta de foco do elenco (e do técnico, muitas vezes).
O triste é que é tão fácil resolver isso.
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domingo, 1 de junho de 2008
Seqüência de erros
Foi lamentável a seqüência de erros que ocorreu hoje no estádio dos Aflitos, na partida entre Náutico e Botafogo. Primeiro errou o árbitro Wilson Luiz Seneme ao expulsar o zagueiro André Luis. Não foi falta, o zagueiro foi na bola, muito menos lance para expulsão.
Errou o André Luis ao, 3 segundos depois de se benzer fazendo o sinal da cruz, mostrar os dedos médios para a torcida. Errou de novo o juiz ao pedir à polícia para acompanhar o jogador expulso até o vestiário.
E daí errou feio, mas muito feio, a polícia ao usar a violência contra o jogador. Uma truculência absurda e desnecessária, como se André Luis fosse um perigoso bandido. Aliás, gostaria de ver a polícia prender bandido com essa eficiência toda.
O Juizado Especial do Torcedor condenou André Luis a pagar 25 salários mínimos (R$ 10.375,00), que serão revertidos ao Hospital do Câncer de Pernambucano. O presidente do Botafogo, Bebeto de Freitas, não aceitou a pena de dez salários mínimos (R$ 4.150,00) e o caso deve ir para o Ministério Público.
E o Seneme e a polícia, vão sair impunes dessa?
Errou o André Luis ao, 3 segundos depois de se benzer fazendo o sinal da cruz, mostrar os dedos médios para a torcida. Errou de novo o juiz ao pedir à polícia para acompanhar o jogador expulso até o vestiário.
E daí errou feio, mas muito feio, a polícia ao usar a violência contra o jogador. Uma truculência absurda e desnecessária, como se André Luis fosse um perigoso bandido. Aliás, gostaria de ver a polícia prender bandido com essa eficiência toda.
O Juizado Especial do Torcedor condenou André Luis a pagar 25 salários mínimos (R$ 10.375,00), que serão revertidos ao Hospital do Câncer de Pernambucano. O presidente do Botafogo, Bebeto de Freitas, não aceitou a pena de dez salários mínimos (R$ 4.150,00) e o caso deve ir para o Ministério Público.
E o Seneme e a polícia, vão sair impunes dessa?
quinta-feira, 29 de maio de 2008
Quarta eletrizante
Três jogos simultâneos ontem à noite: Boca Juniors x Fluminense, primeira partida da semifinal da Libertadores, Vasco x Sport, jogo de volta de uma das semifinais da Copa do Brasil e Corinthians x Botafogo, na outra semifinal da Copa do Brasil.
Optei por assistir ao jogo da Libertadores. E não me arrependi, foi um jogão. Dois gols, um de cada lado, no primeiro tempo e mais um pra cada lado no segundo tempo. E um futebol de qualidade de argentinos e brasileiros. O primeiro gol do Boca foi um lançamento do Palermo para o Palacios, que cruzou para quem fazer o gol? Ele, Riquelme, claro. Mas o Flu empatou logo em seguida com Thiago Silva de cabeça depois de cobrança de falta de Thiago Neves.
No segundo tempo o Boca veio para a pressão total. Riquelme cobrou falta, a bola desviou na barreira e entrou. Mas depois o goleiro reserva Migliore falhou feio no chute de bela jogada de Thiago Neves. Fazia tempo que eu não via um jogo tão bom. Nada está definido. E a verdadeira final da Libertadores vai ser o jogo da semana que vem no Maracanã.
Dos jogos da Copa do Brasil só vi as cobranças de pênalti. Em São Januário o Edmundo conseguiu o gol salvador durante o jogo e errou bisonhamente a cobrança do pênalti. Aliás, mais uma pergunta para a série "Mistérios insondáveis da humanidade", do post anterior: por que Edmundo insiste em bater pênalti?
Já no Morumbi todos os batedores foram bem, os goleiros nem acertaram os cantos, até que Felipe fez valer a sua estrela. E mais uma vez um time da segunda divisão chega a uma final de Copa do Brasil.
Temos mais uma quarta eletrizante pela frente!
Optei por assistir ao jogo da Libertadores. E não me arrependi, foi um jogão. Dois gols, um de cada lado, no primeiro tempo e mais um pra cada lado no segundo tempo. E um futebol de qualidade de argentinos e brasileiros. O primeiro gol do Boca foi um lançamento do Palermo para o Palacios, que cruzou para quem fazer o gol? Ele, Riquelme, claro. Mas o Flu empatou logo em seguida com Thiago Silva de cabeça depois de cobrança de falta de Thiago Neves.
No segundo tempo o Boca veio para a pressão total. Riquelme cobrou falta, a bola desviou na barreira e entrou. Mas depois o goleiro reserva Migliore falhou feio no chute de bela jogada de Thiago Neves. Fazia tempo que eu não via um jogo tão bom. Nada está definido. E a verdadeira final da Libertadores vai ser o jogo da semana que vem no Maracanã.
Dos jogos da Copa do Brasil só vi as cobranças de pênalti. Em São Januário o Edmundo conseguiu o gol salvador durante o jogo e errou bisonhamente a cobrança do pênalti. Aliás, mais uma pergunta para a série "Mistérios insondáveis da humanidade", do post anterior: por que Edmundo insiste em bater pênalti?
Já no Morumbi todos os batedores foram bem, os goleiros nem acertaram os cantos, até que Felipe fez valer a sua estrela. E mais uma vez um time da segunda divisão chega a uma final de Copa do Brasil.
Temos mais uma quarta eletrizante pela frente!
quarta-feira, 21 de maio de 2008
Mistérios insondáveis da humanidade
1 - Por que Deus existe?
2 - Por que os Beatles acabaram?
3 - Por que os homens acham que dirigem melhor que as mulheres?
4 - Por que nos bares com música ao vivo sempre tocam Djavan?
5 - Por que quem ronca sempre dorme primeiro?
6 - Por que existem pessoas que votam no Maluf?
7 - Por que nunca nenhum bandeirinha segue a orientação da Fifa de, na dúvida sobre o impedimento, deixar a jogada seguir?
2 - Por que os Beatles acabaram?
3 - Por que os homens acham que dirigem melhor que as mulheres?
4 - Por que nos bares com música ao vivo sempre tocam Djavan?
5 - Por que quem ronca sempre dorme primeiro?
6 - Por que existem pessoas que votam no Maluf?
7 - Por que nunca nenhum bandeirinha segue a orientação da Fifa de, na dúvida sobre o impedimento, deixar a jogada seguir?
quarta-feira, 14 de maio de 2008
Gol é gol
Eu adoro campeonato por pontos corridos. Acho o mais justo e acho emocionante também. Mas entendo a existência de campeonatos com fases eliminatórias e mata-matas, como a Copa do Mundo, a Libertadores e a Copa do Brasil. O que eu não gosto muito é essa eliminação ser feita em dois jogos, como na Copa do Brasil, na Libertadores ou mesmo na fase final do Paulistão. Prefiro decidir tudo em um único jogo, como na Copa do Mundo. Não é emoção que se quer? Então não adianta querer fazer um esquema mais "justo", justiça só com pontos corridos.
Agora, o que eu acho uma bobagem enorme e sem sentido é essa história de gol fora de casa valer mais. Gol é gol e ponto final. 1 x 0 é 1 x 0 independente de onde o gol foi marcado. E esse tipo de regulamento faz com que um 0 x 0 em casa, por exemplo, acabe sendo um resultado interessante.
Se querem insistir nos dois jogos, será que dá pra gente combinar que o time que tiver duas vitórias ou uma vitória e um empate leva e que uma vitória pra cada lado leva pra prorrogação e pênaltis? Dá pra ser simples assim?
Agora, o que eu acho uma bobagem enorme e sem sentido é essa história de gol fora de casa valer mais. Gol é gol e ponto final. 1 x 0 é 1 x 0 independente de onde o gol foi marcado. E esse tipo de regulamento faz com que um 0 x 0 em casa, por exemplo, acabe sendo um resultado interessante.
Se querem insistir nos dois jogos, será que dá pra gente combinar que o time que tiver duas vitórias ou uma vitória e um empate leva e que uma vitória pra cada lado leva pra prorrogação e pênaltis? Dá pra ser simples assim?
terça-feira, 13 de maio de 2008
Futebol é esporte de rico
Acabo de ler que o Palmeiras dobrou o preço dos ingressos para jogos no Palestra Itália em relação ao que foi cobrado no Campeonato Brasileiro de 2007. Vai manter os valores cobrados durante o Campeonato Paulista, que foram R$ 40,00 para arquibancada, R$ 80,00 para numerada descoberta e setor Visa e R$ 100,00 para numerada coberta.
Quem já foi ao Palestra Itália sabe que ele é um estádio muito aconchegante, que é uma delícia ver jogo lá, mas que conforto não é bem a especialidade da casa. Mesmo o setor Visa (que eu não conheço, só de ver de fora), que parece ter cadeiras um pouco mais confortáveis, é bom lembrar que está sujeito às intempéries. Isso significa tomar chuva ou ficar debaixo do sol em jogos à tarde. O sol bate em cheio ali. As cadeiras numeradas não são bem cadeiras, mas banquinhos de ripas, e a numeração está ali só de enfeite, ela não é respeitada nesse setor. E a numerada coberta tem as vantagens de ser coberta e de ter a numeração respeitada, mas aquelas cadeirinhas são bem sem-vergonha também. Resumindo: nenhum lugar ali vale esses preços.
Entretanto, coisa de um mês atrás fui assistir a uma ópera no Teatro Municipal (Falstaff, de Verdi), sentei confortavelmente na platéia, assisti a um belíssimo espetáculo com uma orquestra ao vivo, belos cenários e figurinos, excelentes cantores, coro e paguei R$ 30,00, ou seja, menos que na arquibancada do Palestra Itália.
É um desrespeito com o torcedor cobrar esses preços agora só porque o time está bem. O time estar bem é obrigação! Afinal, quando o time estava mal, muito mal, a torcida não esvaziou o estádio, mas manteve-se lá, firme, e nem por isso os ingressos eram de graça.
E esse preço abusivo dos ingressos não tem atingido só os palmeirenses. Outro dia meu amigo Fernando Vellozo, um corintiano de respeito, disse que vai fazer uma nova versão de camiseta, com os dizeres "Eu nunca vou te abandonar. Mas com esses preços vou dar uns canos sim!"
Quem já foi ao Palestra Itália sabe que ele é um estádio muito aconchegante, que é uma delícia ver jogo lá, mas que conforto não é bem a especialidade da casa. Mesmo o setor Visa (que eu não conheço, só de ver de fora), que parece ter cadeiras um pouco mais confortáveis, é bom lembrar que está sujeito às intempéries. Isso significa tomar chuva ou ficar debaixo do sol em jogos à tarde. O sol bate em cheio ali. As cadeiras numeradas não são bem cadeiras, mas banquinhos de ripas, e a numeração está ali só de enfeite, ela não é respeitada nesse setor. E a numerada coberta tem as vantagens de ser coberta e de ter a numeração respeitada, mas aquelas cadeirinhas são bem sem-vergonha também. Resumindo: nenhum lugar ali vale esses preços.
Entretanto, coisa de um mês atrás fui assistir a uma ópera no Teatro Municipal (Falstaff, de Verdi), sentei confortavelmente na platéia, assisti a um belíssimo espetáculo com uma orquestra ao vivo, belos cenários e figurinos, excelentes cantores, coro e paguei R$ 30,00, ou seja, menos que na arquibancada do Palestra Itália.
É um desrespeito com o torcedor cobrar esses preços agora só porque o time está bem. O time estar bem é obrigação! Afinal, quando o time estava mal, muito mal, a torcida não esvaziou o estádio, mas manteve-se lá, firme, e nem por isso os ingressos eram de graça.
E esse preço abusivo dos ingressos não tem atingido só os palmeirenses. Outro dia meu amigo Fernando Vellozo, um corintiano de respeito, disse que vai fazer uma nova versão de camiseta, com os dizeres "Eu nunca vou te abandonar. Mas com esses preços vou dar uns canos sim!"
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