quinta-feira, 27 de dezembro de 2007

Cadê o Dedé?

Já tivemos o Dadá, o inigualável Dadá Maravilha; tivemos o Didi, o da folha seca; temos o Dodô, o dos gols bonitos; e tivemos o Dudu, o eterno parceiro do Ademir na Academia. Cadê o Dedé? Tá faltando um Dedé no futebol brasileiro.

Luxemburgo

Perdi a aposta. Deu Luxemburgo e não Dorival Júnior, como eu supunha. Fico na torcida para que dê certo. Que o Vanderlei é um grande técnico não há dúvidas. Mas ele é realmente grande quando também é grande o elenco, como aconteceu em suas passagens anteriores pelo Palmeiras, nos tempos das vacas gordas da Parmalat. Com times medianos ele também não faz milagres. E o Palmeiras, por enquanto, tem um time mediano.

Além disso, ele tem um personalidade, no mínimo, polêmica. Com a sua vinda já perdemos nosso ídolo Edmundo. Tenho medo do seu relacionamento com o Valdívia, o craque do time, mas um rapaz que já mostrou certa imaturidade emocional. Como será que vão se dar os dois? Luxemburgo é estrela também.

E a última passagem do Luxemburgo pelo Palestra fez com que não se tenha mais confiança nele. Em 2002, na segunda rodada do Brasileirão, ele deixou o Palmeiras - que assim como hoje tinha um time mediano - para ir ao encontro do dinheiro e dos bons jogadores (Alex entre eles) que estavam no Cruzeiro. Não pensou duas vezes para abandonar um barco que ele via não ter muito futuro. E não teve mesmo. O barco afundou em 2002. E será que a água não começou a entrar exatamente com essa "fuga" do Luxemburgo?

Não se pode afirmar que o destino do clube teria sido outro se ele tivesse ficado. O "se" não joga. Mas de qualquer jeito ele ficou em dívida com o clube e com os torcedores. Tem obrigação moral de fazer um bom trabalho e trazer títulos para o Palmeiras agora.

Torçamos.

sexta-feira, 7 de dezembro de 2007

Dança das cadeiras e especulações

Começou a dança das cadeiras dos técnicos dos grandes clubes brasileiros. Pelo menos agora isso não está acontecendo no meio do campeonato e sim no final da temporada. Será um sinal de maturidade dos clubes? Espero que sim.

Mano Menezes trocou o Grêmio pelo Corinthians. Minha aposta é que ele não chega ao fim do Campeonato Paulista. Geninho vai para o Atlético Mineiro e Leão está no mercado. Assim como Dorival Júnior, que treinava o Cruzeiro. Luxemburgo aguarda o resultado das eleições santistas para definir sua vida. Caio Jr. trocou o Palmeiras pelo Goiás. Romário estréia como técnico no Vasco (e treinar pra quê, né, Baixinho?)

E no Palmeiras chovem especulações. Entre os nomes que já vi pipocar pela imprensa estão Dorival Júnior, Luxemburgo, Leão e Cuca. Eu acho que quem vai ficar é o Dorival Júnior. Que tem o mesmo perfil do Caio Jr. Tira um júnior, põe outro e fica tudo na mesma (aliás, por que será que um é "Júnior" e o outro é "Jr."?). Acho que ambos ainda são juniores mesmo como técnicos. E têm o mesmo perfil do Candinho: são simpáticos e educados, dão ótimas entrevistas, mas ficam devendo com seus times.

Meu técnico dos sonhos é o Felipão. Na impossibilidade dele, tente-se o Luxemburgo. Não deu? Quem sabe o Cuca? Também não? Tá bom, o Dorival Júnior ao menos já jogou no Verdão e é sobrinho do Dudu. Só não me venha com Leão.

Veremos no que isso vai dar. Minhas apostas estão feitas.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

CAIU!!!!

O Corinthians está na Segunda Divisão do Campeonato Brasileiro. Na segundona. Série B. Quero ver agora todos os corinthianos que ficaram falando que série B era coisa do Palmeiras engolirem letra por letra o que falaram. E o mínimo que têm que fazer agora é conquistar o título da série B. Sem essa de dizer que "esse é um título que eu não quero". Entrou pra disputar, tem que levar. O Palmeiras foi campeão. Ou será esse mais um título que o Corinthians não vai conseguir conquistar?

Provocações à parte, o que precisamos entender é que quando um time cai, não é sua grandeza que cai, mas sim os desmandos de uma diretoria incompetente, egoísta, interesseira. Mustafá Contursi derrubou o Palmeiras. Agora Alberto Dualib derrubou o Corinthians.

Longa vida aos alvinegros na Segunda Divisão!


Foto: globo.com

segunda-feira, 26 de novembro de 2007

Tem lançamento de livro bom hoje


O jornalista, escritor e meu amigo Odir Cunha lança hoje pela editora Realejo o livro "Donos da Terra", que traz a reportagem completa do jogo que deu o primeiro título mundial do Santos: a goleada história de 5 a 2 sobre o Benfica, em pleno Estádio da Luz, que há um mês completou seu 45º aniversário.

Ainda não li o livro, mas sendo um trabalho do Odir, certamente é bom.

E o evento vai ser muito legal: um telão vai passar o documentário do Canal 100 sobre esse histórico jogo e vão estar lá Pepe, Dorval, Mengálvio, Zito e Lima.

26 de novembro, a partir das 19 horas
Bar Paulicéia - rua dos Pinheiros, 473

Fonte Nova

No ano passado eu estive em Salvador. Estava num táxi indo não me lembro para onde quando vi um estádio de futebol. Pensei "deve ser a Fonte Nova". Mas no mesmo instante percebi que não poderia ser pois aquele estádio que eu via estava nitidamente abandonado, praticamente em ruínas. Perguntei, então, ao motorista do táxi que estádio era aquele. A resposta? Adivinha! "É a Fonte Nova!".

Por isso não me surpreende a tragédia ocorrida hoje, com o desabamento de parte da arquibancada e morte de sete pessoas. A minha impressão estava correta, a Fonte Nova era mesmo um estádio abandonado, só não estava desativado.

Segundo informações do Estadão, um levantamento feito há menos de um mês pelo Sindicato Nacional das Empresas de Arquitetura e Engenharia para avaliar os estádios que se candidataram para receber jogos da Copa de 2014 apontou que a Fonte Nova possuía "arquibancadas em ruínas". Foi exatamente o que eu vi de dentro daquele táxi.

Independentemente da realização da Copa no Brasil, nossos estádios precisam ser melhor cuidados. O futebol brasileiro merece um pouco mais de respeito.




















Fotos: Welton Araújo/Agência A Tarde

quinta-feira, 22 de novembro de 2007

Poupança-copa

Quem está achando que a Copa de 2014 é uma excelente oportunidade para assistir ao vivo a um jogo de Copa do Mundo pode começar a guardar dinheiro. E a escolher uma boa aplicação. Ouvi hoje na CBN que estavam sendo cobrados até R$ 150,00 por uma vaga para estacionar nas proximidades do Morumbi. E é só um jogo de eliminatórias...

Vai ser uma festa, já vejo os cambistas, os flanelinhas e outros oportunistas de plantão locupletando-se.

quarta-feira, 21 de novembro de 2007

Mais uma infeliz vitória que não convence

A comemoração do Dunga no segundo gol de Luis Fabiano contra o Uruguai agora há pouco no Morumbi diz muito sobre ele. Ele bateu violentamente na cobertura do banco de reservas. Uma comemoração que lembra seu gesto ao erguer a taça em 94: agressiva, truculenta.

Por isso não dá para se esperar que uma equipe dirigida por ele jogue um futebol criativo, refinado, ofensivo, inteligente. O que se tem é mesmo o que se tem visto: futebol retranqueiro, feio, vitórias injustas, conquistadas a custa do talento individual uma hora do Kaká, outra do Robinho ou do Luis Fabiano. Hoje até o Julio Cesar salvou a pele do Dunga.

Indiscutivelmente a história do futebol é feita de incontáveis vitórias injustas. Essa é uma das principais características desse jogo, nem sempre o melhor vence e muitas vezes quem vence não convence. Decididamente, o Dunga não convence. Só espero que pare de vencer para que nos livremos dele definitivamente.

quinta-feira, 15 de novembro de 2007

Ele é o cara!

Ele estava há dois meses fora do time por causa de uma fratura. Ele tem 36 anos. Ele entrou e fez a diferença: deu o passe pro gol e fez belas jogadas. Porque ele tem talento, habilidade, sabe ver o jogo. Ele é ídolo indiscutível. Ele é carismático. Ele está a 2 gols do seu 100º gol pelo Palmeiras. Ele é animal!

Vitórias suadas

O Palmeiras tem até agora 16 vitórias no campeonato brasileiro. Só em 3 oportunidades marcou mais de 3 gols: 4 x 2 Flamengo, 3 x 2 Vasco, 3 x 0 Paraná Clube. O maior saldo de gols em um vitória foi no jogo contra o Paraná, 3 x 0. Em 11 dessas vitórias a diferença foi de apenas um gol.

Onde eu quero chegar com isso? Na conclusão de que o Palmeiras está sempre no limite. Não no limite máximo, o que seria ótimo, ao contrário, no limite mínimo. Ou seja, é óbvio concluir que esse time do Palmeiras é limitado. É um time que não empolga, que está sempre passando sufoco, fazendo a torcida sofrer.

Por isso, se eu queimar a língua e o Verdão chegar à Libertadores, vamos ter que mudar isso. Vamos ter que sair da limitação. Espero que assim seja.